O amor de Itamar a Marconi pelas Palmeiras de Goiás
Redação DM
Publicado em 4 de julho de 2017 às 03:53 | Atualizado há 9 anos
Segundo as fontes de pesquisa, a história da Cidade de Palmeiras de Goiás começou no ano de 1800, quando a família do tenente Antônio Martins Ferreira de Andrade procedente de São Paulo chegou à capital da capitania de Goiás e, logo em seguida requereu terras devolutas às margens do Rio dos Bois. O Governador da capitania à época, Fernando Delgado Freire de Castilho, atendeu o requerimento de Antônio Martins e, esse de posse das terras, deu ao lugar o nome de Sítio das Palmeiras, pois na época havia milhares de coqueiros nessa região. O primeiro nome das raízes de Palmeiras de Goiás nasceu pela doação de 800 alqueires ao Santo para construir uma igreja, que depois mudou de local, através de um entendimento entre Padre José Maria e o posseiro Antonio Martins, que juntos escolheram um novo lugar, onde morava o garimpeiro Jonas Alemão, desde 1794. Desse lugar, Jonas, segundo os registros, foi o seu primeiro habitante onde é hoje localizada a cidade de Palmeiras de Goiás.
A cidade de Palmeiras de Goiás estará comemorando o seu aniversário no dia 06 do mês corrente, completando 112 anos de emancipação, ocasião em que foi elevada ao status de cidade quando ainda se chamava Vila de São Sebastião do Alemão, através da lei n° 269 assinada em 06 de julho de 1905, sem antes, certamente registrar aos anais da história, as suas raízes passaram por um povoado na condição de freguesia pela lei nº 914, de 10 de dezembro de 1887. Alguns anos mais tarde, segundo fontes da história, a região por ter um grande número de palmeiras ou em outra versão trazido pela Primeira Guerra mundial como discriminação em referência a Alemanha, a Cidade de São Sebastião do Alemão passou a chamar-se Palmeiras através da lei nº 540, de 14 de junho de 1917. Num outro momento, por força do Decreto-Lei estadual nº 8.305, de 31de dezembro de 1943, Palmeiras mudou novamente o seu nome, passou-se a chamar-se de Mataúna, mas, em definitivo e de conformidade com as Disposições Transitórias da Constituição Estadual de 1947, o município volta a chamar-se Palmeiras de Goiás, visto que, outros lugares no Brasil possuíam o mesmo nome. Em tempo, é preciso fazer menção que em 8 de maio de 1940, através do Decreto-Lei nº 3.174, Palmeiras de Goiás, é elevada a categoria de Comarca e passa a ser um Distrito Judicial sob a alçada de um juiz de Direito.
Então, agora, pela passagem do aniversário da Cidade de Palmeiras de Goiás no próximo dia 06 do mês corrente, certamente, não poderia deixar de escolher duas personalidades, dentre tantas, que representam muito bem o seu povo pelos longos anos de abnegação e dedicação nesse momento festivo, registrando, na imprensa goiana escrita e, em poema do escritor Weber Perillo Argenta. São eles, Itamar Perillo e Marconi Perillo. Cito primeiro baseado em registros oficiais, o de Marconi Perillo por ocasião de inaugurações de obras em setembro de 2016 na sua cidade do seu coração, a bela Palmeiras de Goiás, pronunciou: “Queres conhecer o mundo, conheça a tua aldeia. Queres fazer pelo mundo, faça pela tua aldeia”. A célebre frase do escritor, poeta e pensador russo Leon Tolstói abriu o emocionado discurso que o Governador Marconi Perillo proferiu por ocasião da entrega de importantes obras para as comunidades de Palmeiras de Goiás. Marconi utilizou-se da frase de Tolstói para ilustrar o seu sentimento de amor, carinho, respeito e responsabilidade com Palmeiras de Goiás, cidade onde viveu toda a infância e grande parte da adolescência e juventude. O governador disse, naquela oportunidade, ser eternamente agradecido por ter tido a oportunidade de trabalhar por Palmeiras, colaborando para o seu crescimento e enriquecimento. “Foi isso que eu procurei fazer pela nossa Palmeiras de Goiás ao longo da minha vida. Eu trabalho por Palmeiras antes mesmo de ter sido deputado estadual. Quando era assessor do governador Santillo eu já trabalhava por Palmeiras”, recordou.
De Marconi ainda, “O mais importante – prosseguiu – é que quando eu venho a Palmeiras, venho sempre com as mãos cheias. O que mais me alegra é perceber que o povo da minha cidade reconhece o nosso trabalho. Nunca, em nenhuma das eleições de que participei, tive aqui menos de 80% dos votos. Em todas as pesquisas que são feitas mensalmente aqui na cidade, eu continuo a ter 80% de aprovação. Isso me deixa muito feliz”.
Em segundo lugar, menciono o poema “Oficina Condoída” do escritor Weber Perillo Argenta em homenagem, especialmente, para o humanitário benfeitor da cidade de Palmeiras de Goiás, o mestre da caridade Itamar Ferreira Perillo, que diz:
Uma alma dadivosa,
que assimilou uma missão caridosa.
Usando conjunto de roupa branca,
camisa de manga encerrada no punho,
com colarinho que no colo tranca,
anda aquela figura humana
de sandália franciscana,
agasalhando os pobres do frio de junho.
A comunidade carente, amparada e socorrida
Pela sua oficina condoída,
denota o esforço ingente do denodado ser de caráter apostolar,
com feição de melancolia,
cativante de simpatia e de fala macia,
que bate na porta de cada lar,
angariando fundo e promovendo sepultamento,
de qualquer ente, pobre ou rico, da terra querida,
que a morte ceifou, doente ou subitamente
e a família pranteada, encontra guarida.
Isento de vaidade,
neste gesto de caridade é reverenciado na Cidade de Palmeiras,
que testemunha este testamento.
Parabenizo a todo povo da cidade de Palmeiras de Goiás nessa data comemorativa do dia 06 de julho do ano corrente pelos seus 112 anos de existência, que sem sombra de dúvidas é uma terra abençoada por ter dado o seu filho de coração mais expoente do Brasil Central, o Governador de Goiás Marconi Ferreira Perillo Junior, o maior Estadista das últimas décadas de Goiás por 4 mandatos à frente do comando do nosso querido Estado. Deixo aqui para reflexão do meu caro leitor, a seguinte frase, que diz: “Gratidão é uma força que nos move a fortalece as nossas raízes, sejam elas, da terra ou do coração… Sem isso, não existe identidade”. Muita Paz!
(Antonio Alencar Filho, administrador de Empresas, formado pela Universidade Católica de Goiás – atual PUC; Analista de Gestão; conselheiro da Associação Goiana – AGI; presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás; articulista do DM, escreve especialmente para essa terça-feira)