BTG/Nexus: Lula tem 47% e Flávio Bolsonaro, 44%, em eventual 2º turno
Léo Carvalho
Publicado em 13 de julho de 2026 às 14:09 | Atualizado há 4 horas
Pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.003 eleitores entre os dias 10 e 12 de julho e aponta estabilidade no cenário da disputa pela Presidência | Foto: Reprodução
Nova pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (13) mostra um cenário de estabilidade na corrida eleitoral para presidente. Em simulação de segundo turno, o presidente Lula (PT) aparece com 47% das intenções de voto, ante 44% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), resultado que configura empate técnico.
Os índices são os mesmos aferidos na rodada anterior do levantamento, realizada no final de junho.
A pesquisa da Nexus foi realizada por telefone dos dias 10 a 12 de julho. Foram entrevistados 2.003 eleitores de 16 anos ou mais residentes em território nacional. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, considerando um intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob o código BR-07981/2026.
O levantamento mostra que, no primeiro turno, o petista oscilou de 42% para 40%, variação dentro da margem de erro, enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) manteve os mesmos 34%.
Ronaldo Caiado (PSD) tem 5%, Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) registram 4% cada um. Joaquim Barbosa (DC) e Augusto Cury (Avante) marcam 2%, e Aécio Neves (PSDB) aparece com 1%. Cabo Daciolo (Mobiliza) não pontuou.
Lula também lidera na pesquisa espontânea, quando os nomes dos pré-candidatos não são apresentados aos entrevistados. O atual presidente registra 35% das intenções de voto, seguido de Flávio, com 24%. Caiado tem 3%, Renan e Zema marcam 2%, e outros somam 4%.
Segundo turno
Em eventual segundo turno contra Zema, Lula venceria por 47% a 40%. O petista também bateria Caiado, por 47% a 38%. Já se o adversário fosse Renan, o atual presidente aparece na dianteira com 49% das intenções de voto, contra 35% do líder do MBL.
Questionados sobre quem teria melhor capacidade, como presidente, de atender às demandas da população, Lula aparece na frente no que tange a garantir e promover o direito das mulheres (52% contra 38% de Flávio), diminuir a desigualdade social (50% contra 39%), melhorar a educação pública (48% a 43%) e melhorar a saúde pública (47% a 41%).
Já o filho 01 do ex-presidente Bolsonaro lidera nos quesitos controlar a inflação e os preços (tem 47% ante 43% de Lula), melhorar a segurança pública (53% a 38% do petista), combater a corrupção (44% contra 37%) e combater o crime organizado (53% ante 34%).
Os entrevistados também foram indagados sobre o vídeo publicado por Michelle Bolsonaro em que a ex-primeira-dama critica Flávio: 35% responderam não ter ouvido falar do entrevero familiar e não saber do que se trata. Responderam conhecer bem e estar acompanhando 20%, enquanto 17% disseram que ouviram falar e sabem do que se trata e 27% afirmaram ter ouvido falar e saber pouco do que se trata.
Do total da amostra, 40% consideram que o episódio não vai impactar a candidatura de Flávio. Para 27%, vai afetar de forma muito negativa, e 19% dizem que vai impactar pouco negativamente. Na opinião de 4%, o nome do senador vai ser impactado de modo muito positivo. Já 3% afirmam que a candidatura será afetada positivamente, mas pouco.
Rejeição
Aécio, que já anunciou que não disputará a Presidência, mantém a maior rejeição entre os nomes pesquisados, com 61% dizendo que não votariam nele de jeito nenhum. Flávio tem uma rejeição de 50%, enquanto Lula é rechaçado por 46%.
Daciolo é rejeitado por 44%, e Zema, por 36%. Não votariam de jeito nenhum em Caiado, em Barbosa e em Renan 33%, o mesmo percentual para cada um. Cury não é opção para 30%.
Avaliação de governo
A aprovação do governo Lula se manteve estável. Consideram a gestão ruim ou péssima 41%. Para 35%, ela é ótima ou boa e, para 24%, regular.
No mês passado, 42% avaliavam o trabalho como negativo, enquanto 38% diziam que era positivo. O percentual de quem o classificava como regular era de 18%. (ARTHUR GUIMARÃES DE OLIVEIRA/Folhapress)