Caiado aos líderes do MDB: “Não podemos nos dividir
Redação DM
Publicado em 11 de janeiro de 2018 às 01:53 | Atualizado há 1 ano
O senador Ronaldo Caiado (DEM) voltou a se reunir com lideranças do MDB e, mais uma vez, fez a defesa da união da oposição em Goiás. O encontro foi realizado no apartamento do senador, no Setor Bueno, em Goiânia, na noite de terça-feira e contou com a presença de deputados estaduais, federais, prefeitos e lideranças do MDB goiano.
“A máquina do governo é poderosa, temos que nos unir”, afirma Ronaldo Caiado no encontro com emedebistas. Para Caiado, dividida a oposição é presa fácil para o Palácio das Esmeraldas. Sua argumentação é de que a máquina do governo não pode ser subestimada e que somente uma chapa forte, composta de todos os partidos que fazem oposição em Goiás, tem chances de derrotar o candidato do bloco governista.
Caiado defende que o candidato daaliançaoposicionistadeve serescolhido dentre aquele que reunir as melhorescondiçõesdevitória, nestesentido, propõe a definição deste nome a partir de critérios como a realização de pesquisas qualitativas, quantitativas, além da capacidade de aglutinação. Emresumo: deveserungidocandidato a governador aquele que tiver melhornaspesquisas, queapresentar melhorescondiçõesdecrescimentoe maior habilidade política para reunir junto a si uma grande frente de partidos e lideranças políticas.
O encontro teve as presenças da ex-deputada federal Iris Araújo, do deputado federal Pedro Chaves e dos deputados estaduais Bruno Peixoto, José Nelto e Lívio Luciano. Ex-presidente estadual do MDB e ex-prefeito de Bom Jardim, Nailton Oliveira ouviu as argumentações ao lado do secretário de Planejamento do Município de Goiânia e ex-vice-prefeito, Agenor Mariano, e dos prefeitos Adib Elias (Catalão), Ernesto Roller (Formosa), Paulo do Vale (Rio Verde) e Renato de Castro (Goianésia). O deputado federal Daniel Vilela e o ex-prefeito Maguito Vilela também foram convidados para o encontro, mas não compareceram.
PESQUISAS
Durante o ano de 2017, as pesquisas apresentaram Ronaldo Caiado à frente na sucessão estadual. É em cima deste início positivo que o senador pretende fazer o convencimento dos emedebistas. Esta vantagem nas pesquisas tem sensibilizado a ala mais pragmática do partido.
Contratado pela Associação Comercial, IndustrialeServiçosdeGoiânia (Acieg), o Instituto Serpes fez quatro cenários de pesquisa estimulada, em dezembro do ano passado, e em todos eles o senador Ronaldo Caiado lidera. A surpresa fica por conta a introdução do nome do ex-prefeito Otavio Lage, que aparece empatado tecnicamentecomovice-governador José Eliton, e quando analisado separadamente, aparecemelhoravaliado.
Na primeira estimulada Caiado tem 39%, seus demais adversários somam 22,1%. Daniel Vilela tem 9%, José Eliton 4,8%, Otávio Lage, 3%, Djalma Rezende, 2,9%, José Vitti 2,4%. Votosnulos(16,8%), indecisos(16,5%) e brancos( 5,7%) somam 39%.
Noutro cenário, com apenas quatro candidatos, Caiado sobe para 42,5%, Daniel vai a 10,7%, Éliton e Otávio ficam separados por apenas 0,7 ponto percentual, sendo que o vice-governador recebe 5,8% e o ex-prefeito 4,5%. Votos brancos, nulos, indecisos caem a 36,5%.
Na terceira estimulada, o nome de José Eliton é substituído pelo de Otávio Lage, que sobe para 6,5%, Caiado também cresce e vai a 43%, Daniel oscila a 10,9%, José Vitti chega a 3,3% e os votos nulos, indecisos e abstenções ficam em 36,3%.
Na última estimulada, apenas três nomes são colocados: Caiado (44%), Daniel (12,1%) e José Eliton (6,2%). Brancos, nulos, indecisos: 37,7%.
No cenário com apenas os três candidatos já colocados, considerando somente os votos válidos, Caiado teria 79,62%, Daniel Vilela 19,42% e José Eliton 9,96%.
RENOVAÇÃO
Após as derrotas nas eleições de 2014 e 2018, cresceu no PMDB/ MDB o discurso da renovação. Uma ala do partido entende que o novo está representado pela candidatura do deputado federal Daniel Vilela, que atualmente é também o presidente regional do partido.
Outro segmento avalia que o MDB não deve arriscar e se preciso for, o partido deve abrir mão de indicar o candidato a governador e apoiar o nome que estiver melhor avaliado nas pesquisas.
A história recente mostra que o MDB não costuma definir de véspera os seus candidatos ao governo. Em 2010 o partido ficou paralisado até o último momento com a perspectiva de candidatura do então presidente do Banco Central Henrique Meirelles. Na undécima hora o prefeito Iris Rezende desincompatibilizou-se do cargo, abrindo mão de dois anos de mandato e foi para a disputa, mas não teve êxito na campanha. Em 2014, nova divisão, desta feita entre os partidários do empresário José Batista Júnior, o Júnior Friboi e do ex-prefeito Iris Rezende.
Ao final, valeu a ascendência de Iris sobre o partido, e mais uma vez ele foi o candidato a governador pela legenda, colhendo outro insucesso. Este ano de 2018 sinaliza com mais uma disputa interna, onde pode prevalecer a tese renovação ou o pragmatismo daqueles que acreditam que as pesquisas de hoje serão o resultado fiel das urnas.
