“Caiado não é referência em equilíbrio”, diz Jayme Rincón
Redação DM
Publicado em 2 de agosto de 2018 às 02:16 | Atualizado há 8 anos
O presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop) e coordenador da campanha do governador José Eliton (PSDB) em Goiânia, Jayme Rincon, disse, ontem, à rádio Sagres 730 que um eventual governo do senador Ronaldo Caiado (DEM) “representa risco muito grande de retrocesso” para o Estado “porque ele não é uma referência muito boa em equilíbrio, capacidade de agregar”. Jayme diz que Caiado pode por a perder conquistas alcançadas em anos recentes.
Em outro momento da entrevista, o presidente da Agetop minimizou o risco de o vereador Jorge Kajuru (PRP) ameaçar a eleição dos dois candidatos ao Senado da base aliada–Lúcia Vânia (PSB) e Marconi Perillo (PSDB). Jayme afirma que a força de Kajuru se restringe a Goiânia, porque no interior não haverá uma estrutura de campanha trabalhando a seu favor. “E convenhamos: o Senado não merece um parlamentar do porte de Jorge Kajuru. Goiás com certeza não estaria bem representado”, diz.
Jayme também relativiza o peso que o prefeito Iris Rezende (MDB) terá nesta eleição. Na sua opinião, os erros cometidos por sua atual administração o tornam um cabo eleitoral sem a importância que teve em disputas passadas.
“E com Iris fora do processo, temos chances reais de vencer em Goiânia. A rejeição do Caiado na Capital é muito grande”, diz Jayme.
ÍNTEGRA DA ENTREVISTA
GOIÂNIA
Mostrar o que o empo novo fez pela Capital e principalmente por Goiânia. Nenhuma cidade fez pela Capital o que fizemos no Tempo Novo. Na última eleição reduzimos muito a diferença com o candidato da oposição. Vamos comunicar o que foi feito e principalmente dizer o que podemos fazer. Goiânia vive um dos piores momentos da sua história e precisa de um governador comprometido com a cidade. O trabalho de Marconi e de José Eliton nos avaliza a dizer cumpriremos um papel relevante com a Capital. O nosso plano de governo mostrará de forma clara como pretendemos fazer isso.
IRIS REZENDE
O prefeito já foi um fortíssimo cabo eleitoral em Goiânia. Essa situação não existe mais em função da administração que está fazendo e dos equívocos que tem cometido ao longo do tempo. Com toda sinceridade, também não vejo empolgação do prefeito com Daniel Vilela. Todo mundo sabe que o candidato dele era Ronaldo Caiado. Acho que será um apoio pró-forma, apenas. E com Iris fora do processo, temos chances reais de vencer em Goiânia. A rejeição do Caiado na Capital é muito grande.
GOVERNO EM GOIÂNIA
Se não houver uma ação efetiva do governo, continuaremos a ter ruas esburacadas, uma saúde de péssima qualidade, iluminação defeituosa…Isso é obrigação do Estado? Não, não é, mas o Estado tem que fazer alguma coisa. As maiores obras em Goiânia foi o governo que fez, como o Hugol. O Centro de Excelência, o Estádio Olímpico, os viadutos. Não existe nenhuma grande obra em Goiânia que tenha sido realizada pela prefeitura nos últimos anos. Isso é o que nós temos que mostrar para população.
CAIADO
Temos credibilidade para fazer promessas futuras porque tudo que foi prometido foi cumprido. Diferente do Caiado, que não tem experiência e nenhum serviço prestado a Goiás. É só discurso de ódio, de bravatas. Ele só diz que está tudo errado e que ele é o certo. Aí fica muito fácil você fazer campanha. É impressionante, ele não consegue apontar um item do governo que esteja errado e sugerir uma solução em seguida. Ele só xinga as pessoas. Nós estamos cansados disso. Precisamos discutir o Estado com propostas concretas.
DISCURSO DE ÓDIO
Caiado tem que deixar de lado essa postura de xingamento e agressão. Ele tem que discutir propostas. E o que estiver errado, que ele aponte. Ele diz que tem corrupção, mas não diz onde. Se ele sabe, mostre onde é que vamos combater. Falar por falar é uma irresponsabilidade muito grande. Eu defendo uma campanha de alto nível porque xingamento e discurso de ódio só afastam o eleitor.
RECEIO
Eu tenho muito receio de um eventual governo de Ronaldo Caiado, como goiano e como goianiense. Tenho uma preocupação grande. Não podemos correr o risco de retrocesso. Mesmo com as dificuldades que o Brasil vive, o Estado bateu recordes em todas as áreas, como geração de emprego, balança comercial, crescimento do PIB. Investimento pesado em infraestrutura, saúde… Não podemos entregar o estado para quem não tem experiência administrativa e passou anos tentando criar confusão em Goiás. Se amanhã o senador Caiado virasse governador, ele teria dificuldade muito grande para lidar com os outros poderes, como Tribunal de Justiça, porque ele não é uma referência muito boa em equilíbrio, capacidade de agregar.