Política

“Daniel Vilela é a única novidade nestas eleições”

Redação DM

Publicado em 26 de abril de 2018 às 03:16 | Atualizado há 8 anos

Recém-filiado no MDB, Hum­berto Aidar afirma que o projeto de renovação política defendido pelo deputado federal Daniel Vilela foi o que o motivou a deixar o PT.

No terceiro mandato de depu­tado estadual e tido como uma das mais equilibradas vozes da oposi­ção na Assembleia, Aidar enxerga um momento ímpar para o MDB no Estado e acrescenta: “Daniel tem uma capacidade de trabalho e de diálogo, de fazer oposição sem rancor ou revanchismo, que fará muito bem a Goiás”

 

 

ÍNTEGRA DA ENTREVISTA

Quais motivos levaram o sr. a sair do PT, após tantos anos de militância, para se filiar no MDB?

Pessoas boas e ruins, honestas e desonestas, tem em qualquer seg­mento da sociedade. E não é dife­rente na política. Em todo parti­dos você encontra bons quadros e quadros que não deveriam es­tar na política, pois estão para se aproveitar, para enriquecer. Tan­to que as pessoas hoje votam mui­to mais no candidato do que nos partidos. Saio do PT sem me enver­gonhar em nenhum momento da companhia dos quadros do par­tido aqui em Goiás. Nenhum de­tentor de cargo público no Estado esteve ou está envolvido em opera­ção Lavajato ou outras operações da Polícia Federal. Tampouco saio do PT para buscar uma legenda mais fácil de se eleger. Até porque em todas listas que faziam por aí, eu estava entre os prováveis elei­tos no partido, pelo nosso trabalho no decorrer destes mandatos. Por­tanto, entro no MDB para abra­çar um novo projeto político, que acredito ser o melhor para Goiás. Desde que conheci o Daniel Vile­la, quando ele era deputado esta­dual, aquele jovem me surpreen­deu pela sua capacidade.

No que Daniel te surpreendeu, mais especificamente?

Eu pensava que como tantos ou­tros que aparecem por aí, Daniel era somente mais um filho de polí­tico que estava buscando manter o sobrenome. Mas eu estava mui­to enganado. Já na Assembleia Le­gislativa ele fez um mandato fir­me, de oposição, mas sem ódio. Foi um mandato qualificado, à altu­ra de grandes expoentes da Casa com mais anos de estrada. E esse jovem, com 34 anos e no primeiro mandato federal, agora consegue no meio de 513 deputados assu­mir a presidência da principal co­missão da Câmara Federal, que é a CCJ. É uma conquista muito ex­pressiva que mostra a capacidade do Daniel. E foi esse jovem cheio de esperança, engajado e com um projeto novo a ser apresentado ao Estado que me motivou a trocar de partido. É com essa proposta que quero, junto com os demais companheiros do MDB, percorrer o Estado, bater de porta em porta e conversar com a sociedade para mostrar a Goiás que temos nestas eleições um jovem que pode pro­duzir muito para Goiás e levar o Estado a um outro patamar de desenvolvimento e modernida­de. Daniel tem uma capacidade de trabalho e de diálogo, de fazer oposição sem rancor ou revanchis­mo, que farão muito bem a Goiás.

Existem ex-colegas seus de PT que falam em apoiar Daniel Vilela, pois ele teria mais viabilidade eleitoral que um candidato do partido. Acredita nesta possibilidade?

O PT tem excelentes quadros. Por exemplo, o deputado Rubens Otoni, que tem uma conduta ili­bada e conhece Goiás como pou­cos, reúne todas credenciais para ser governador de Goiás. Mas Ru­bens tem projeto de continuar na Câmara. O ex-prefeito Pedro Wil­son, que é referência da boa polí­tica nacional, goza de grande res­peitabilidade e é reconhecido pela conduta ética. E tantas outras lide­ranças. Eu, particularmente, tenho esperança e vou continuar bata­lhando para que o PT se una a Da­niel. E destaco um nome que tem todas credenciais para a chapa majoritária, seja de vice ou can­didato ao Senado: o ex-prefeito de Anápolis Antônio Gomide. Prefeito por dois mandatos, saiu com apro­vação recorde, na casa dos 90%. É um grande nome. Respeito a op­ção atual do PT, que é candidatu­ra própria, mas acredito que até julho ou agosto ainda tem mui­ta água para passar debaixo da ponte e vejo a aliança entre PT e MDB como uma possibilidade real.

Muito se fala da necessidade de renovação da política goiana. O que seria, em termos práticos, essa renovação?

Se a gente for falar em renova­ção, não tem como não atestar que quem representa isto em Goiás é o Daniel Vilela. Mas muito mais do que renovar nome, penso que as pessoas exigem é renovação de conduta e de projetos. Querem um programa de governo que possa im­pulsionar Goiás e aí entendo que o Daniel, com toda sua juventude e determinação, representa essa mudança. Temos aí um vice-go­vernador, José Eliton, que assumiu o governo e vai tentar a reeleição. Portanto ele é a sequência de um projeto que já está aí há 20 anos e cujo resultado todos estão vendo e podendo avaliar. Por outro lado, tem o senador Ronaldo Caiado que está há muitas décadas nessa tra­jetória aqui em Goiás, já teve opor­tunidade de disputar eleição a pre­sidente, a governador e fez parte do grupo político deste atual governo até pouco tempo atrás. Então en­tendo que nesse momento Daniel representa a mudança e o avanço que Goiás necessita.

Mas tanto o governador José Eliton quanto o senador Caiado têm dito em seus discursos que representam a mudança.

Dos candidatos que se apresen­tam, o único que não participou do chamado Tempo Novo, ou seja, que não fez parte deste ciclo de po­der liderado por Marconi Perillo, foi o Daniel. Então é claro que ele é a renovação legítima. Os outros tentam encarnar isto porque sa­bem que o momento político em Goiás pede uma renovação, mas não conseguem ir além do discurso.

 

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