Política

Ex-presidente boliviano Luis Arce é preso por suspeita de corrupção

Gabriel Maia - Estágio DM

Publicado em 11 de dezembro de 2025 às 10:46 | Atualizado há 7 meses

Luis Arce foi preso sob suspeita de corrupção enquanto ministro de Evo Morales, e aliados consideram a ação perseguição política| Foto: Reprodução Instagram Luis Arce
Luis Arce foi preso sob suspeita de corrupção enquanto ministro de Evo Morales, e aliados consideram a ação perseguição política| Foto: Reprodução Instagram Luis Arce

O ex-presidente boliviano Luis Arce foi preso nesta quarta-feira, 10, apontado como suspeito de corrupção, pouco mais de um mês após deixar o cargo. A operação investiga supostos desvios de verbas públicas ocorridos enquanto ele ainda era ministro da Economia no governo de Evo Morales.

O foco da investigação é o uso de um fundo destinado a financiar projetos para comunidades indígenas. Aliados de Arce classificaram a prisão como abuso de poder e perseguição política, afirmando que ele foi levado sem qualquer notificação prévia.

Arce deixou o cargo no mês passado, em meio à pior crise econômica da Bolívia nas últimas quatro décadas. O atual presidente é Rodrigo Paz, o primeiro líder de direita do país após um ciclo de 20 anos de governos de esquerda.

O vice-presidente Edman Lara elogiou as forças policiais pela prisão do ex-presidente e destacou que Arce foi detido sob acusação de peculato sem comentar detalhes adicionais. Em discurso para apoiadores, Lara afirmou que Arce será o primeiro de vários alvos enquanto o novo governo busca responsabilizar autoridades por suposta corrupção nos altos escalões.

Maria Nela Prada, ex-ministra, disse que Arce estava em sua residência quando foi levado à sede da Força Especial de Luta Contra o Crime Organizado na Bolívia, sem mandado e estando sozinho.

Luis Arce havia sido ministro de Evo Morales e eleito presidente com o apoio do antecessor, mas os dois romperam relações. Durante seu governo, ele utilizou quase todas as reservas cambiais para subsidiar gasolina e diesel. Em outubro, a inflação anual atingiu 19%, após chegar a 25% em julho.

O atual governo prometeu reduzir mais da metade dos subsídios aos combustíveis e implementar seu programa de reformas econômicas com foco na desburocratização, corte de impostos e promoção do chamado capitalismo para todos.


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