Política

Fabrício Rosa chama Bolsonaro de “criminoso” e critica Caiado

Redação DM

Publicado em 20 de abril de 2018 às 02:22 | Atualizado há 8 anos

O pré-candidato do PSol ao governo de Goiás, Fabrício Rosa, emitiu opiniões fortes durante sua participação no Roda de Entrevista, da Nova TBC, na última terça-feira.

Em mais de uma hora de entrevista, ao vivo, Fabrício respondeu a todos questio­namentos e não fugiu de ne­nhum tema. O ponto mais crí­tico da conversa foi quando fez análise de três personagens da política goiana e nacional: os deputados federais Jair Bolso­naro e Delegado Waldir, am­bos do PSL, e o senador goiano Ronaldo Caiado (DEM).

Ao comentar sobre o pre­sidenciável Jair Bolsonaro, o pré-candidato do PSol, que também é policial rodoviá­rio federal, foi duro. “Bolso­naro é um criminoso. Ele co­mete crimes de ódio”. Fabrício afirmou que Delegado Wal­dir é uma espécie de “exten­são das ideias de Bolsonaro”.

As palavras de Fabrício tam­bém foram duras para Ronaldo Caiado, que é pré-candidato ao governo. O policial opinou que a candidatura de Caiado não representa mudança na política. “Família Caiado é uma dinastia que monopoliza o Es­tado”, disse. “Com as relações históricas que ele tem; ele não representa o novo”.

Fabrício Rosa ainda criti­cou a “militarização da edu­cação”; não se mostrando muito simpático aos colé­gios militares, que hoje têm grande aceitação na socieda­de goiana. O pré-candidato disse que os colégios admi­nistrados por policiais padro­nizam comportamento e ini­bem a criatividade dos jovens estudantes.

GAY

No final da entrevista, Fa­brício Rosa falou sem pudor algum sobre homossexualida­de e preconceito. “Eu não te­nho nenhum problema com a imprensa destacar que sou gay. Fui expulso de casa por ser gay. Já apanhei na rua e sei o que so­fre a população LGBT. Isso não é ‘mimimi’, não preciso me viti­mizar. Tenho trabalho, mas sei que as pessoas passam por isso, principalmente as mais pobres”

PERFIL

Fabrício Rosa é agente da Polícia Rodoviária Federal. O socialista é também professor e oficial da reserva da Polícia Mili­tar de Goiás, mas trabalha atual­mente na PRF, onde atua espe­cialmente no enfrentamento a crimes como a violência sexual contra crianças e adolescentes, o trabalho escravo, o tráfico de pessoas e o trabalho infantil.

O agente de 38 anos é ca­sado há mais de dez com um pequeno empresário de Goiâ­nia, sendo o primeiro candi­dato ao governo de Goiás as­sumidamente gay.

Ele é bacharel em Seguran­ça Pública e em Direito, pós­-graduado em Direito Público e mestre em Direitos Humanos pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e pretende trazer o tema da segurança pública para o debate eleitoral.

Membro do Fórum Brasi­leiro de Segurança Pública, Fa­brício é um crítico das atuais formas de se fazer segurança que, em sua visão, são populis­tas, pois “jogam para a plateia”

 



Bolsonaro é um criminoso. Ele comete crimes de ódio, e Waldir é uma espécie de extensão das ideias de Bolsonaro”

 

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