Política

Flávia diz que PDT admite diálogo com Caiado

Redação DM

Publicado em 12 de janeiro de 2018 às 02:24 | Atualizado há 8 anos

O PDT está livre para negociar aliança política em Goiás. A asserti­va é da deputada federal Flávia Mo­rais. Segundo a parlamentar, o PDT não está fechando com nenhum grupo político no Estado, e a políti­ca de alianças será definida em co­mum acordo com as lideranças lo­cais e a direção nacional. Segundo ela, o PDT vai conversar com todos os candidatos e deve ter em mar­ço um posicionamento em Goiás. Questionada sobre o apoio ao sena­dor Ronaldo Caiado (DEM), a depu­tada informa que “o presidente do partido, Dr. George Morais, conver­sa com todos os políticos. Não há di­ficuldade de diálogo com nenhum grupo político. Esta conversa é salu­tar e importantes para o PDT se posi­cionar nas próximas eleições”, alega.

Cogitada para vice de Caiado, Flávia afirma que ficou satisfeita com esta lembrança, mas ressalta que “a definição do PDT vai ser to­mada em conjunto com a direção nacional e com as instâncias em Goiás e por isso não vamos ante­cipar nada”, declara.

Em 2014 o PDT apoiou a reelei­ção do governador Marconi Perillo (PSDB), mas não indicou membros para o governo. No dia 31 de janeiro o governo do Estado promove uma grande reforma política, com possi­bilidade de acomodação de outras legendas. Flávia Morais informa que a direção do partido está dialogan­do com o governo, mas ainda não tem definição. Ela admite, no en­tanto, que se houver a indicação de nomes do PDT para o governo, es­tará configurada aí a opção do par­tido pelo apoio à candidatura do vi­ce-governador José Eliton (PSDB).

Levantamento feito pela Folha de S.Paulo no início deste ano con­firma esta vocação governista do PDT. De acordo com o jornal, PDT é o partido que ocupa mais cargos de 1º escalão em administrações de outras legendas. O PDT tem 22 filia­dos ocupando secretarias estaduais em 13 unidades federativas.

No plano nacional o PDT aposta na candidatura do ex-ministro Ciro Gomes à presidência da República. Flávia Morais diz que não há incom­patibilidade de o partido estar num palanque do PSDB, DEM ou PMDB numa candidatura ao governo do Estado e noutro, para presidência da República. Ela afirma que esta si­tuação já ocorreu noutras eleições. Flávia admite que um eventual im­pedimento do ex-presidente Lula beneficiaria com certeza a candi­datura de Ciro, mas avalia que esta situação não está definida.

A parlamentar acredita que as eleições deste ano o eleitor dará um voto crítico. Ela observa que o governo do presidente Michel Te­mer (MDB-SP), retirou direitos da população precarizando as con­dições de contratação com a re­forma trabalhista, e por isto a sua base política deverá pagar o preço nas urnas. Ele vê muita dificulda­de para aprovação da Reforma da Previdência, pois mesmo os depu­tados governistas sabem da insa­tisfação do eleitor com esta que é mais uma reforma que tira direitos da população mais carente.

Flávia Morais alega que o PDT trabalha pela eleição de três depu­tados estaduais. Ela confirma que é candidata a reeleição, e que o par­tido está buscando lideranças para serem candidatas ao Parlamento, também visando ampliar esta ban­cada. “Nós hoje temos 12 prefeitos, 160 vereadores, 16 vice-prefeitos e estamos trabalhando para o PDT se fortalecer não só em quantida­de, mas em qualidade, com nomes para contribuir com o Estado”. (Com informações da Rádio 730).

 

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