Goiás alcança marco histórico ao zerar fila de licenciamento ambiental
Redação Online
Publicado em 4 de novembro de 2025 às 14:55 | Atualizado há 7 meses
Entre as autorizações emitidas, 102 foram para a Equatorial, ao abranger linhas de transmissão, distribuição e subestações
O Governo de Goiás divulgou nesta terça-feira (04/11) que alcançou um marco histórico ao zerar, pela primeira vez, a fila de pedidos de licenciamento ambiental. A conquista resultou do trabalho intensivo de uma força-tarefa criada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), que examinou 867 processos em apenas um mês. Do total, 286 solicitações foram atendidas e liberaram licenças que somam R$ 807 milhões em investimentos declarados.
Entre as autorizações emitidas, 102 foram para a Equatorial, ao abranger linhas de transmissão, distribuição e subestações. Outras 37 contemplaram a Agência Goiana de Infraestrutura (Goinfra), destinadas à construção de rodovias e pontes. A secretária da Semad, Andréa Vulcanis, destacou o empenho dos 71 servidores envolvidos. “Todos atuaram com dedicação total, inclusive durante a madrugada, para atingir a meta”, afirmou.
Dos processos analisados, 519 tratavam de pedidos de supressão de vegetação nativa para uso do solo em atividades agropecuárias e florestais. Outros 187 estavam relacionados a obras de infraestrutura, como rodovias, barragens e aterros sanitários —, e 161 envolviam mineração, criação de animais e postos de combustíveis. O volume representava o passivo acumulado até o final de setembro de 2025.
A partir de outubro, todos os novos requerimentos serão distribuídos entre os analistas da Superintendência de Licenciamento. O objetivo da Semad é responder a cada solicitação em, no máximo, 30 dias. Segundo Andréa Vulcanis, a agilidade não comprometeu a qualidade das análises. “A transparência e a seriedade do trabalho foram mantidas. Essa conquista é resultado da eficiência técnica e do compromisso público”, destacou.
A virada na gestão ambiental goiana começou em 2020, com o lançamento do Sistema Ipê, plataforma desenvolvida pela própria Semad. O sistema reduziu o tempo médio de análise de três anos, como ocorre em outros estados, para cerca de 60 a 70 dias. Apesar da agilidade, a alta demanda acumulou um passivo que agora foi totalmente eliminado.
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