Política

Gomide defende união da esquerda em favor de Lula

Redação DM

Publicado em 15 de abril de 2018 às 02:26 | Atualizado há 8 anos

Prefeito de Anápolis por dois mandatos (2009/2012 e 2013/2016), Antônio Rober­to Gomide (PT) deixou a sua gestão com altos índices de aprovação, queo levaram a ser o vereador mais votado da história do município e, propor­cionalmente, o mais votado do Brasil.

Pré-candidato a deputado esta­dual, Gomide diz que a sucessão em Goiás não está definida e, no plano nacional, garante que o PT não abre mão da candidatura do ex-presi­dente Lula. Antônio Gomide foi sa­batinado na Rádio Sagres/730 pelos jornalistas Rubens Salomão, Vassil Oliveira e Cileide Alves.

Na entrevista, fez várias reflexões, entre elas a de que o desgaste do go­verno do Estado ficou evidenciado na pesquisa Serpes divulgada, se­mana passada, pelo jornal O Popu­lar. “O eleitor goiano demonstra que está cansado do grupo que governa Goiás há 20 anos”, avalia. Para o ve­reador é sintomático que o candida­to do governo tenha somente seis pontos na pesquisa após uma série de ações do governo para promover sua imagem. Dentro deste entendi­mento, considera que o PT mostra força ao iniciar com três pontos na pesquisa, apesar de ainda não ter definido oficialmente o seu candi­dato ao governo.

CENTRO-ESQUERDA

Para Antônio Gomide há espaço para construção de uma chapa de centro-esquerda em Goiás. Ele diz que o PT vai buscar alianças com le­gendas do campo progressista até o mês de maio, quando ocorre a pré­-convenção do partido. Gomide diz que a união das esquerdas deve ocorrer no plano nacional, em tor­no da candidatura do ex-presiden­te Lula e se possível ser reproduzia nos Estados, incluindo Goiás. “Tem quatro anos que o PT sofre persegui­ção, com o impeachment da Dilma, com situações no STF, a população percebe que é perseguição contra a possibilidade de Lula ser candidato, e com a possibilidade dele voltar. A forma como ele tem sido tratado, a perseguição fez com que ele se for­talecesse cada vez mais, e com esta prisão vai unir a esquerda, e o nome do presidente Lula é o principal do processo eleitoral”, reflete.

Na opinião do ex-prefeito, a pri­são de Lula não o coloca fora da corrida presidencial. Ele argumen­ta que na justiça eleitoral há regis­tros de candidatos que disputaram e venceram eleições mesmo estan­do provisoriamente encarcerados.

Gomide salienta que a prisão do ex-presidente Lula é ilegal pois con­traria o dispositivo constitucional da presunção da inocência. “Juristas re­nomados aqui e de fora do País já es­creveram artigos e fizeram declara­ções à imprensa mostrando que Lula é vítima de perseguição política mo­vida por setores do judiciário e da mí­dia, que querem evitar seu retorno à presidência da Republica”, advoga.

Gomide afirma que a direita está desesperada no Brasil porque mes­mo após quatro anos de perseguição ininterrupta a Lula e ao PT, o ex-pre­sidente não para de crescer nas pes­quisas e lidera com ampla margem a sucessão presidencial. “Apesar de todos estes fatos o Lula há três me­ses da campanha eleitoral é o centro de atenção nos estados e também em nível internacional. A popula­ção entendeu que há de fato uma perseguição ao Lula, que ficou cla­ra com o celeridade de sua prisão, com este tempo de Justiça que é di­ferente para o ex-presidente em re­lação aos outros. Isto causa muita in­dignação na população e vai refletir neste ano eleitoral de 2018″, resume.

NOME PRÓPRIO

O vereador anapolino tem “bons quadros” para lançar chapa majo­ritária completa – governador, vice e dois senadores – além de depu­tados federais e estaduais. Ele cita os nomes de Pedro Wilson, Marina Sant’Anna, Rubens Otoni, Luis Ce­sar Bueno, Mauro Rubem, Adriana Accorsi, Zé do Carmo, entre outros.

 



A população entendeu que há de fato uma perseguição ao Lula, que ficou clara com o celeridade de sua prisão, com este tempo de Justiça que é diferente para o ex-presidente em relação aos outros. Isto causa muita indignação na população”

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