“Investimentos na segurança são vergonhosos”
Redação DM
Publicado em 29 de abril de 2018 às 01:56 | Atualizado há 8 anos
O deputado federal Daniel Vilela afirmou ter dados que desmontam o discurso do governo de Goiás sobre investimentos em inteligência e tecnologia na área da segurança pública. O pré-candidato a governador do MDB mostrou que de 2015 para 2016, houve uma redução de 85,48% nas despesas do Estado com os itens “informação e inteligência”, segundo o 11º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado em 2017. Os investimentos caíram de R$ 1,55 milhão para apenas R$ 225,7 mil, valor que o deputado classificou como “vergonhoso”.
“A minha visão sobre isto é que faltou planejamento ao longo desses últimos 20 anos, o que nos levou a esse quadro de alta criminalidade. O Estado poderia ter prevenido muitas situações que vivemos hoje, como a presença de facções e organizações criminosas comandando ações dentro e fora dos presídios. É vergonhoso um Estado como Goiás gastar só R$ 250 mil com inteligência e informação”, afirmou o pré-candidato em entrevista à Rádio São Francisco, de Anápolis.
O mais grave, segundo Daniel Vilela, é que a redução destes investimentos se deu num dos períodos de pico da criminalidade em Goiás, ocasião em que o governo justificava o déficit de efetivo policial nas ruas argumentando que estava direcionando recursos para reforçar o uso de inteligência e tecnologia no combate ao crime.
“Este governo foi negligente com a segurança. Enquanto mentiam que estavam investindo em tecnologia e inteligência, para amenizar a falta de efetivo, as viaturas da PM não tinham nem rádio para se comunicar”, afirmou o deputado, lembrando também que atualmente 162 dos 246 municípios goianos não contam com delegados e 104 municípios não têm nenhum agente da Polícia Civil.
Segundo Daniel, a situação da segurança pública retrata a forma de agir do governo em diversas áreas: alardeiam investimentos, assinam ordens de serviço, mas nada acontece na prática. Ele também usou como exemplo a falta de água crônica que vive Anápolis no período de estiagem há anos, sem que uma solução definitiva tenha sido tomada até agora.
Na Acia, Daniel elogiou a atitude dos empresários de criarem o Comitê de Assuntos de Defesa (Comdefesa), em janeiro, ação que pode ajudar as empresas goianas a identificarem oportunidades no setor de armamentos e suprimentos para as forças de segurança, contando com apoio do Ministério da Defesa e universidades. “Iniciativas assim ajudam o setor produtivo a se antecipar às oportunidades e aceleram o desenvolvimento do nosso Estado”, disse.