Política

Kátia Maria descarta apoio do PT a Daniel

Redação DM

Publicado em 26 de abril de 2018 às 03:18 | Atualizado há 8 anos

Em sua participação no pro­grama Roda de Entrevista, da nova TV Brasil Central (TBC), na noite da última quarta­-feira, a presidente do PT em Goiás, Kátia Maria dos Santos, descartou de uma vez por todas a possibilida­de de haver diálogo com o depu­tado federal Daniel Vilela (MDB) para aliança na disputa ao governo estadual. “O que nos afasta do MDB é divergência de projetos”, afirma Kátia. “Eventualmente, podemos caminhar sem o PCdoB, sem o PSol, mas com estes partidos há conver­gência de ideias. Com o MDB, não.”

Na entrevista, Kátia Maria re­cusou-se a falar de um eventual plano B do PT para disputa presi­dencial. Ela revelou que o diretório nacional do partido tomou, no fim de semana, a decisão de registrar a candidatura de Lula a qualquer custo no dia 15 de agosto, com di­reito a mobilização nas ruas.

CONVICÇÃO

Kátia diz que a convicção do PT se sustenta no fato de que 300 prefei­tos que hoje governam os seus mu­nicípios terem sido candidatos sob a proteção de medidas liminares – que interromperam a execução de sentenças judiciais – e que Lula tem direito à mesma prerrogativa. “A le­gislação eleitoral permitiu que mais de 300 candidatos a prefeito fossem habilitados em 2016. 130 ganharam e estão governando, inclusive em Senador Canedo. O TSE vai ter que se manifestar e apostamos que este entendimento será mantido. Quere­mos fazer uma campanha com li­minar e espero que a mesma prer­rogativa que valeu para mais de 300 prefeitos valha para Lula”, disse.

PERDAS

Kátia Maria, que é pré-candida­ta a governadora, minimizou a desi­dratação do partido em Goiás e o fato de a bancada ter perdido 2 dos 4 de­putados que elegeu em 2014: Hum­berto Aidar e Renato de Castro. Ela acredita que os votos dos dois conti­nuarão a ser dados a políticos do PT e que não há motivos para temer a di­minuição da representatividade na Assembleia. “Em 2014 também dis­putamos em condições difíceis, so­zinhos, e elegemos 1 federal e 4 esta­duais. Não é uma situação nova para nós. Quanto aos que saíram, desejo sorte, porque vão precisar”, pontuou.

 

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