Liberato condena compra de voto
Redação DM
Publicado em 7 de agosto de 2018 às 01:56 | Atualizado há 8 anos
Antes pré-candidato e agora candidato a deputado estadual pelo PSL (sob o nº 17.900), Liberato Póvoa, ouvido pelo Diário da Manhã, repudiou a prática secular de se manterem “currais eleitorais” com os chamados “votos de cabresto”, típicos dos velhos caciques políticos.
Entende Liberato que “embora a legislação eleitoral tenha evoluído no sentido de restringir o poder econômico para equilibrar a disputa, sempre existem aqueles que se aproveitam e usam o dinheiro para ganhar as eleições”.
“É um verdadeiro absurdo vermos candidatos, inclusive à reeleição, que, durante anos e anos exercendo um mandato, usem do expediente de mandarem seus assessores para o interior para comprarem o apoio de vereadores e líderes”.
Quem é eleito e cumpre um mandato com projetos, assistência a suas bases e faz o que lhe é incumbido ao ser eleito não precisa comprar votos, pois isto é crime, tanto por parte de quem compra como de quem vende. Mas raramente o Ministério Público oferece uma denúncia a respeito.
Dias atrás – exemplifica ele – um candidato à quarta ou quinta reeleição queixava-se de que já estava gastando muito dinheiro, antes mesmo da convenção, com “auxílios” a vereadores e chefes políticos. E quando foi feita uma pesquisa na Assembleia Legislativa, constatou-se que o referido candidato oferecera pouquíssimos projetos durante mais de vinte anos de mandato, menos de um por ano.
Recomenda Liberato, com sua vivência de quase trinta anos no campo do Direito Eleitoral (embora não tenha jamais se submetido ao escrutínio das urnas), que o eleitor que deseja melhorar o Brasil não venda seu voto.
– Quem vende seu voto não tem razão nenhuma de reclamar do governo, pois com o milheiro de tijolos, a cesta básica e o botijão de gás que recebeu pelo voto já está perfeitamente pago e com a pecha de extorquir políticos. Em compensação, vai continuar a enfrentar as filas do SUS, ver seu filho sem escola, o trabalhador sem emprego e permanecer vivendo com medo devido à falta de segurança, pois quem vende seu voto elege o pior, e quem o compra mostra que não tem princípios.
Liberato adverte que, mesmo aventurando-se pela primeira vez, ao candidatar-se a deputado estadual, não é contra a reeleição, que está prevista em lei, mas o que intriga é que velhos políticos que nada fazem ainda se valham do velho e escuso expediente de comprar votos, pois fica todo o mandato apenas desfrutando das mordomias do cargo e só se lembram dos eleitores na época das eleições. Só compra votos quem não tem ideias novas e projetos para melhorar Goiás e este nosso Brasil. Quem não tem ideias compra votos.
Estas eleições de 2018 serão cruciais, pois o povo parece estar cansado dos velhos métodos de se fazer política, e Liberato conclui:
– Quem tiver a intenção de me oferecer voto em troca de dinheiro, pode fazer o favor de vender a outro candidato, pois ainda que eu tivesse dinheiro, não me sujeitaria a um ato desses! E quem compra voto já está provando que não quer mudar nada.