Mais de 43% veem piora na imagem do governo Lula após caso Lulinha, aponta AtlasIntel
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 31 de agosto de 2026 às 09:04 | Atualizado há 51 minutos
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é alvo de investigações que apuram uma possível influência em decisões do governo federal | Foto: Reprodução
A maioria dos entrevistados pela AtlasIntel/Bloomberg demonstra uma percepção negativa sobre o impacto das investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na imagem do governo federal. Divulgado nesta segunda-feira (31), o levantamento mostra que 43,4% avaliam que o caso “piora muito” a imagem da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O percentual é o maior entre as opções apresentadas aos participantes. Na sequência, 37,4% afirmaram que as investigações não afetam a imagem do governo, enquanto 17,3% consideram que há uma piora menor. Apenas 1,9% avalia que o episódio melhora a imagem da administração federal.
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A pesquisa também buscou identificar se a repercussão do caso pode interferir na disputa eleitoral de 2026, quando Lula pretende concorrer à reeleição. Nesse ponto, não houve uma maioria tão definida: 36% dos entrevistados disseram que as investigações não prejudicam a tentativa de novo mandato.
Apesar disso, 34,8% avaliam que o episódio prejudica muito a candidatura do presidente, e outros 24,6% entendem que há um prejuízo menor. Uma parcela de 4,6% não soube responder.
Suspeitas sobre atuação no governo
Além de avaliar os reflexos políticos do caso, a AtlasIntel/Bloomberg perguntou aos entrevistados sobre as suspeitas que envolvem Lulinha. Para 52,6%, ele tentou interferir em decisões do governo com o objetivo de favorecer empresários. Outros 26,3% acreditam que o filho do presidente é inocente, enquanto 21,1% não souberam responder.
A avaliação dos entrevistados ocorre em meio a três investigações autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) desde o fim de julho. As apurações passaram a considerar informações extraídas do celular da empresária e lobista Roberta Luchsinger, que foi apreendido pela Polícia Federal em dezembro do ano passado.
Roberta mantém relação com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, investigado por suspeitas de envolvimento em fraudes contra beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Após a apreensão, o aparelho da empresária foi submetido a perícia, e o conteúdo encontrado passou a integrar as apurações.
Entre os elementos analisados estão conversas e relatórios da PF que indicam uma possível interlocução entre Lulinha, Roberta Luchsinger e Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, que foi chefe de gabinete do presidente Lula.
A partir desses registros, os investigadores procuram esclarecer qual era a natureza da relação entre os envolvidos e se houve tentativa de interferir em decisões do governo federal para atender aos interesses de empresários.
Lulinha nega qualquer irregularidade. Roberta Luchsinger e Marco Aurélio Santana Ribeiro também negam as suspeitas e afirmam não ter cometido atos ilícitos.