Política

Mercadante: MP de Goiás atenta contra a autonomia universitária

Redação DM

Publicado em 24 de abril de 2018 às 02:41 | Atualizado há 8 anos

“A narrativa da história do gol­pe jurídico, parlamentar e midiá­tico, de 2016, contra uma presi­denta legitimamente eleita, que foi afastada sem crime de respon­sabilidade, não será reescrita pelos golpistas”, diz o ex-ministro Aloizio Mercadante, ao comentar a deci­são do Ministério Público de Goiás de tentar barrar cursos sobre o gol­pe de 2016 no Estado.

LEIA ABAIXO SUA NOTA:

“O pedido do Ministério Pú­blico Federal em Goiás para sus­pender as atividades do curso de extensão “O golpe de 2016 e a uni­versidade pública brasileira” da Universidade Federal de Goiás (UFG) é um inaceitável atentado contra o princípio secular da auto­nomia universitária. Fere, também, a liberdade de cátedra e configu­rar-se, ainda, como um ato con­tra a pluralidade do pensamento.

Com essa atitude, Ministé­rio Público Federal em Goiás faz lembrar lembrar órgãos de con­trole responsáveis pela censura de narrativas históricas, em regimes autoritários da história do Brasil, como o SNI, o Dops e o DOI-Co­di. Felizmente, apesar de vivermos tempos sombrios em que se ins­talou, em nosso país, um estado de exceção seletivo, esses órgãos de repressão foram extintos pela luta de resistência democrática e pelo estado de direito.

Reafirmo que o ambiente da universidade deve respirar liber­dade, respeitar a pluralidade de pensamentos e de ideias e per­mitir o contraditório. Tenho con­vicção que essa ação civil públi­ca será contestada pela ampla maioria da sociedade académi­ca e por todos aqueles que acre­ditam no estado democrático e de direito, neste País.

A narrativa da história do gol­pe jurídico, parlamentar e midiá­tico, de 2016, contra uma presi­denta legitimamente eleita, que foi afastada sem crime de respon­sabilidade, não será reescrita pelos golpistas. Da mesma forma, está, cada vez mais clara, a inaceitável prisão política da maior lideran­ça popular da história do Brasil, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O autoritarismo não vai ca­lar nossas universidades, nem a nossa luta pela liberdade de Lula”.

 



O golpe de 2016 e a universidade pública brasileira” da Universidade Federal de Goiás (UFG) é um inaceitável atentado contra o princípio secular da autonomia universitária”

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