“O MDB não fará alianças com o PSDB. Acordo com DEM apenas no 2º turno”
Redação DM
Publicado em 5 de maio de 2018 às 01:32 | Atualizado há 8 anos
Fim do Instituto da Reeleição, redução do número de partidos políticos, com o aperfeiçoamento da Cláusula de Barreira, extinção das coligações, instituição da Fidelidade Partidária, sem abertura de janelas, eleições unificadas com mandato de cinco anos. É o que propõe, hoje, o pré-candidato ao Senado da República Agenor Mariano. Legenda: MDB.
– A Câmara Alta ou Revisora não pode ser um spa para a aposentadoria de agentes políticos.
Ex-secretário de Administração da Prefeitura de Goiânia, ex-vereador, ex-vice-prefeito da Capital e ex-secretário de Planejamento, o evangélico da Igreja Videira defende o projeto político & eleitoral de Daniel Vilela, deputado federal e pré-candidato ao Palácio das Esmeraldas. O ‘band leader’ do MDB lembra que Pedro Chaves é pré-candidato ao Senado.
– A escolha do vice ficará para a convenção oficial. Até 15 de agosto. Tática adotada também por José Eliton [PSDB] e Ronaldo Caiado, do Democratas.
ECONOMIA POLÍTICA
Com estatísticas da economia do Brasil e de Goiás nas mãos, o agente público recomenda a diminuição progressiva e equilibrada da carga tributária no País. Mais: sugere a desconcentração do bolo de arrecadação de impostos apenas sob controleda União. Os municípios devem ampliar a fatia do que é arrecadado no País, sem ficar com pires nas mãos, atira.
– A simplificação de impostos poderia ser um ponto de partida.
Em tom de indignação, Agenor Mariano acredita que o município deveria receber o que lhe é de direito. Animado com os indicadores econômicos apontados por institutos de pesquisas como o IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] e o Ipea [Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada], o gestor público crê em uma saída da recessão, da estagflação.
– Desde o fim do Milagre Econômico Brasileiro, de 1968 a 1973, sob Delfim Netto, o Brasil e sua economia enfrentam crises cíclicas.
CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL
O projeto do MDB é promover um crescimento econômico sustentável, afirma. É necessário, porém, reduzir o tamanho do Estado. O Mamute Estatal, ironiza. Um elefante Branco, ataca. Os contribuintes e as empresas pagam os seus impostos e o Estado é ineficiente, gasta mal, assume funções desnecessárias, realiza desvios no erário para bolsos privados, com a corrupção.
– O Estado – União, Estado de Goiás e os 246 municípios goianos – não pode gastar mais do que arrecada, necessita promover o equilíbrio fiscal, diminuir o seu porte e investir em áreas classificadas como estratégicas.
Em busca da excelência na prestação de serviços, o ex-vice-prefeito de Goiânia, sob a gestão de Paulo Garcia, morto em 2017, observa que o Poder Público, no Brasil, no Estado de Goiás e em Goiânia, deveria se pautar pela eficiência. Melhorar a ferramenta de gestão, com equilíbrio de receitas e despesas, sem produzir déficits, para ampliar os investimentos na área social, diz.
– Caso seja eleito, irei propor a instalação de uma Assembleia Constituinte Exclusiva para elaborar uma nova Carta Magna. Uma Constituição contemporânea da modernidade.
NOVA CARTA MAGNA
A nova Carta Magna do País precisa retirar a concentração absoluta de poder apenas nas mãos da União, sublinha. Os poderes dos legislativos estaduais deveriam ser ampliados, pontua. Até para legislar sobre questões financeiras e de ordenamento de despesas, sublinha. Para obter agilidade na prestação de serviços, excelência, a República seria reduzida e refundada, frisa.
– Vinte anos de oposição. Essa é a postura Histórica do MDB. Inatacável. Não existe possibilidade de alianças politicas e eleitorais com o PSDB, em Goiás, no ano de 2018.
Agenor Mariano aponta a existência de uma suposta fadiga, uma exaustão, do exercício de Poder do Tempo Novo, PSDB & a Base Aliada. Com quatro gestões na Casa Verde do tucano Marconi Ferreira Perillo Júnior. Promessas não cumpridas, desvalorização do funcionalismo público, excesso de gastos com publicidade e obras de infraestrutura sem fazer, explica.
– Uma aliança com o Democratas do senador da República Ronaldo Caiado é possível no segundo turno. Com Daniel Vilela à frente ou com o próprio Ronaldo Caiado hegemônico.
CORRUPÇÃO
Aproximar o representante com o representado. É o que insiste. O eleito do eleitor, expõe. Uma medida para acabar com a concepção patrimonialista de Estado como extensão da vida privada, como anota o historiador Sérgio Buarque de Hollanda. A corrupção opera com três agentes, crê. “O agente público, o corruptor do mercado e o eleitor que exige contrapartidas”.
– Quem perde é a sociedade. O Brasil, Goiás e Goiânia precisam desenvolver o espírito público. Iluminista. Enciclopédico. Republicano. De zelo pela coisa pública. De Nação.
Cáustico, o emedebista reclama do funcionamento de 40 partidos políticos e dos 73 pedidos para a criação de novas legendas, em tramitação, hoje, no Tribunal Superior Eleitoral, o TSE. O Brasil não possui tal diversidade ideológica & programática, resume. No máximo, seis legendas deveriam existir, propõe. O resto é sigla de aluguel atrás de fundo partidário e eleitoral, metralha.
– Assim como tempo de rádio e televisão para negociar em eventual coligação política e eleitoral.
IDEIAS
Nascido em 9 de maio de 1975, à beira de comemorar 45 anos de vida, graduado em Administração de Empresas, o pré-candidato do MDB ao Senado Federal , que nunca quis exercer função eclesiástica na Videira, é casado com a bela, doce e inteligente Laquimê da Silva Prado. Com quem possui dois lindos filhos: Augusto Mariano e Fernanda Mariano.
– Leio, hoje, simultaneamente, dois livros. Históricos. Um de José Mendonça Telles, morto no último sábado, aos 82 anos, e o segundo do doutor em História, Jales Guedes Coelho Mendonça.
O primeiro é ’Memórias Goianienses’, Editora PUC [GO], 2ª edição, 296 páginas, do ex-secretário de Cultura, ex-presidente do Conselho Estadual de Cultura, ex-presidente da Academia Goiana de Letras [AGL], ex-presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás e doutor Honoris Causa da PUC [Goiás]. O segundo é ‘A Invenção de Goiânia – O outro lado da mudança’, de autoria do promotor de Justiça e historiador. A sua tese de doutorado na UFG.
– A História me fascina. Um olhar para o passado é sempre um olhar para o presente…
Pesquisa divulgada mostra que o Brasil seria, hoje, a sexta economia do mundo, conta. Mas que ocuparia a 169ª posição, entre 170 nações, à frente apenas da Venezuela, sob a ameaça de guerra civil aberta, em burocracia de Estado e de impedimentos desnecessários para o empreendedorismo, anuncia. O que atrapalha o aquecimento do comércio e serviços, frisa.
– É preciso ter rotatividade. Alternância de poder. Quebrar paradigmas. A hora é agora: 7 de outubro de 2018.