Pedro Chaves: “MDB vem forte nas eleições”
Redação DM
Publicado em 15 de abril de 2018 às 02:16 | Atualizado há 8 anos
O deputado federal Pedro Chaves tem aquele jeito simples do povo do Nordeste Goiano que ele representa na Câmara Federal desde 1998. Mas que não se confunda simplicidade com simplismo. Experiente nas lides políticas, Pedro Chaves vem de uma família tradicional, com parentes no Judiciário, no comando de prefeituras e até nos altos escalões do clero, como o bispo emérito de Uruaçu Dom José Chaves.
É com este histórico que o parlamentar exibe otimismo em relação à situação do MDB nestas eleições. Pré-candidato ao Senado, Chaves garante que “o MDB vem forte para estas eleições com uma chapa competitiva de deputados estaduais e federais”.
Pedro Chaves concedeu entrevista aos jornalistas Vassil Oliveira, Rubens Salomão e Cileide Alves, na Rádio Sagres 730 AM. Segundo ele, a situação do MDB não é diferente dos demais partidos que disputam as eleições deste ano. “O PSDB, PTB, PR ou PP também não têm chapas completas para deputado estadual e federal, e precisam de alianças para eleger deputados. Já o MDB, somente com a sua força, tem vinte candidatos a deputado estadual e cinco a deputado federal competitivos, e com alianças vamos eleger uma grande bancada”, garante.
Entre os candidatos, cita os deputados estaduais que disputam a reeleição como Bruno Peixoto, Wagner Siqueira, Paulo Cesar Martins, Lívio Luciano e Humberto Aidar, que trocou o PT pelo MDB. Para Câmara Federal, aponta as candidaturas da ex-deputada Iris Araújo, do ex-prefeito de Jataí, Humberto Machado, de Bernardo Sayão Neto, pelo Entorno de Brasília, e ainda lideranças que colocaram o nome em Águas Lindas, Itumbiara e Goianésia.
Na opinião de Pedro Chaves, a candidatura de Daniel Vilela ao governo do Estado é a que mais tende a apresentar crescimento nos próximos meses. Ele argumenta que Daniel é conhecido somente por 40% dos eleitores de Goiás e que, à medida em que seu nome passa a ser conhecido, as pesquisas internas do MDB mostram que o eleitor ao conhecê-lo demonstra interesse nas suas ideias. Chaves ressalta que nas últimas eleições quem saiu na frente perdeu e quem começou com índices menores venceu as eleições.
Para Pedro Chaves a força do MDB vem da sua organização. O partido está presente nos 246 municípios, “e é esta máquina partidária que fará a diferença”. Chaves diz que são estes militantes do interior que sustentam a candidatura de Daniel Vilela. “Foram feitos 17 encontros estaduais com a participação dos 246 diretórios e comissões provisórias, e foi quase unânime a manifestação da militância de que o MDB tenha candidato. É com este respaldo que Daniel está na disputa”, pontua.
Pedro Chaves avalia que o principal adversário do MDB nas eleições será o PSDB do governador José Eliton, que tende a crescer nas pesquisas pela força da máquina administrativa. Para ele, embora o senador Ronaldo Caiado esteja no momento à frente das pesquisas, a tendência é que aja polarização entre PSDB e MDB nestas eleições. “A gente percorre o Estado e o que estamos vendo nos municípios é o sentimento de desgaste desse governo. As pessoas querem mudança e o Daniel representa esta mudança”, aposta.
No entendimento de Pedro Chaves, MDB e DEM dificilmente estarão juntos no primeiro turno, mas possivelmente marcharão unidos no segundo turno. “Esta possibilidade de aliança no segundo turno foi acertada entre Daniel e Caiado durante reunião promovida pelo prefeito Iris Rezende”, ressalta.
Pré-candidato ao Senado, Pedro Chaves diz que cumpriu sua tarefa após cinco mandatos seguidos como deputado federal e acredita que pode contribuir mais com o Estado sendo eleito à Câmara Alta. “Conheço os trâmites legislativos e penso que posso ser mais útil a Goiás e aos municípios goianos utilizando minha experiência no Senado”, conclui.
Realizamos 17 encontros e foi quase unânime a manifestação da militância de que o MDB tenha candidato. É com este respaldo que Daniel está na disputa”
A gente percorre o Estado e o que estamos vendo nos municípios é o sentimento de desgaste desse governo. As pessoas querem mudança e o Daniel representa esta mudança”, aposta.