Política

PT aposta na eleição de deputados

Redação DM

Publicado em 15 de abril de 2018 às 02:31 | Atualizado há 1 ano

Ao contrário das demais legen­das, que estão focadas no lançamen­to de candidatos ao governo e Se­nado, os petistas tem feito anúncios de candidaturas ao Legislativo. Nes­te mês já foram confirmadas várias candidatura. O deputado federal Ru­bens Otoni, que confirmou a disposi­ção de disputar o quinto mandato na Câmara Federal. Durante a votação das reformas antipopulares do presi­dente Michel Temer (MDB-SP), Oto­ni comandou a oposição a Reforma Trabalhista, Reforma da Previdên­cia e contra os projetos de privatiza­ção da Eletrobrás, Petrobrás, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

O PT também está apostando na ampliação da chapa com nomes que tem história na construção do parti­do. Um deles é o advogado José do Carmo à Câmara Federal. Ligado à Pastoral da Terra, Zé do Carmo foi parceiro do Dom Tomas Balduíno, saudoso Bispo de Goiás e fundador da CPT (Comissão Pastoral da Terra). Ex-chefe de gabinte de Pedro Wilson na sua gestão como prefeito (2001- 2004), Zé do Carmo tem o apoio à sua postulação da ex-deputada federal Marina Sant´Ana, do ex-ministro Ola­vo Noleto e do próprio Pedro Wilson.

Outro aposta petista para a Câ­mara Federal é a ex-primeira dama, Tereza Beiler, viúva do ex-prefeito Paulo Garcia (PT). Seu nome tem o apoio da ex-secretária de Educa­ção Neyde Aparecida, do ex-secretá­rio de Governo, Osmar Magalhães, do ex-secretário de Cultura Ivanor Florêncio entre outros auxiliares que participaram da gestão de Garcia.

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

A disputa das eleições propor­cionais também deve contar com a participação do ex-prefeito de Anápolis Antônio Roberto Gomi­de. Duas vezes prefeito da “Man­chester Goiana”, Gomide foi candi­dato a governador em 2014, tendo obtido 10% dos votos válidos. Nas eleições de 2016 foi candidato a ve­reador, tendo garantido o título de vereador proporcionalmente mais votado do País. Neste pleito Gomi­de disputa uma cadeira na Assem­bleia Legislativa. Paulo Cesar For­nazier, ex-presidente da Comurg na administração de Paulo Garcia, também esta cotado para disputa no Legislativo Goiano.

Outra aposta do PT para o Le­gislativo Estadual é o estudante de Ciências Sociais Matheus Ferreira da Silva. Ele se filou este mês no parti­do e vai disputar a cadeira de depu­tado estadual. A cerca de um ano, Mateus, que na ocasião estava com 33 anos, foi atingido pelo cassete­te do capitão da Polícia Militar de Goiás Augusto Sampaio de Oliveira no final da manifestação nacional contra a Reforma da Previdência, que ocorreu no dia 28 de março de 2017, no centro de Goiânia. O uni­versitário foi internado em estado grave no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) e após várias cirur­gias se recuperou e retomou as ati­vidades acadêmicas e a militância no movimento estudantil.

O PT conta com dois deputados estaduais (Adriana Accorsi, Luis Cesar Bueno e um federal (Rubens Otoni). A meta tem sido ampliar a bandada estadual para cinco depu­tados e se possível eleger dois depu­tados federais. Nas eleições de 2014 o PT elegeu quatro estaduais: além dos três citados, Renato de Castro, que depois trocou o PT pelo PMDB e foi eleito prefeito de Goianésia. Naquelas eleições os petistas tive­ram 330 mil votos na chapa de de­putados estaduais, faltando pouco menos de seis mil votos para ele­ger o quinto deputado. Na eleição para Câmara Federal, o PT totali­zou 260 mil votos e por pouco me­nos de oito mil votos não elegeu o seu segundo federal.

Apesar de ainda não ter definido nomes para a chapa majoritária, as lideranças petistas acreditam que a campanha presidencial irá poten­cializar os votos petistas no Estado, viabilizando os objetivos de garantir maior representação na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal.

COMITÊS

Além da disputa eleitoral a di­reção do Partido dos Trabalhado­res em Goiás investe na criação dos chamados “comitês de defe­sa de Lula e da democracia”. De acordo com a presidenta do par­tido, Kátia Maria, já são 1.126 des­tes comitês espalhados em todo o Estado. Estes núcleos de apoio es­tão organizados em bairros, atra­vés de lideranças comunitárias, entidades classistas e avança tam­bém nas universidades. “O partido faz a tarefa de casa na organização da classe trabalhadora para resis­tir ao golpe, defender a democra­cia e eleger Lula presidente”, frisa.

Segundo Kátia, os comitês funcionam como uma articula­ção de pessoas do campo demo­crático e popular, com o objetivo de defender a democracia e ga­rantir o direito da candidatura do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Kátia revela que cerca de 40 professores da Universidade Fe­deral de Goiás criaram o Comitê Popular para debater com a co­munidade universitária a situa­ção do Brasil e a importância de fortalecer a democracia.

A dirigente petista informa que em meio a uma crise política e ins­titucional, no qual o partido sofreu um impeachment, afastando a ex­-presidente Dilma Rousseff do car­go e agora com um debate fervoro­so sobre a legalidade da candidatura de Lula à Presidência da Repúbli­ca, a estratégia utilizada pela dire­ção nacional foi organizar comitês populares para defender a demo­cracia e o direito de Lula ser candi­dato. “Desde o golpe sofrido após o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, é preciso organizar a clas­se trabalhadora e setores médios da sociedade para a manutenção do processo democrático”, define a presidenta nacional do PT, senado­ra Gleisi Hoffmann.

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