Política

PT goiano cria comitês em defesa de Lula

Redação DM

Publicado em 20 de janeiro de 2018 às 22:41 | Atualizado há 1 ano

A militância do PT colocou o bloco na rua para defender o ex-presidente Lula. Sob o lema: “eleição sem Lula é fraude”, os dirigentes estaduais e municipais do PT promovem a criação dos chama­dos Comitês Populares em Defesa da Democracia. A presidenta do di­retório estadual do PT, professora Kátia Maria, liderou caravanas de visitas a todas as subseções goianas do TRF (Tribunal Regional Federal). Sempre acompanhada da militância petista, Kátia visitou as subseções de Luziânia, Rio Verde, Jataí, Itumbiara, Aparecida de Goiânia, Anápolis, en­cerrando o périplo em Uruaçu. Se­gundo Kátia, o objetivo das visitas é denunciar o golpe contra a democra­cia brasileira e exigir um tratamento justo para o ex-presidente Lula. “Exi­gimos aos juízes que respondam a nossa indagação: Perante a legisla­ção brasileira é justo condenar uma pessoa sem provas?”, questiona.

No encerramento da visita ao TRF em Uruaçu, Kátia fez um ba­lanço da mobilização através das redes sociais. Numa mensagem transmitida pelo Facebook, disse que nos últimos 15 dias constatou que a maioria das subseções esta­va paralisada, com juízes de férias, outros de recesso e a subseção de Ja­taí sem juiz. “Segundo os servidores, há um acúmulo de processos para­dos e poucas condições de trabalho, o que nos faz acreditar ainda mais na perseguição a Lula, pois não bas­tasse condenar sem provas há uma nítida aceleração do seu julgamen­to perante um Judiciário em reces­so e com acúmulo extraordinário de processos”, frisa.

Presidente estadual da CUT­-GO, o ex-deputado Mauro Rubem também acompanhou a vigília ao TRF. Em Uruaçu, Mauro salientou a participação de lideranças petis­tas de Estrela do Norte, Minaçu, Alto Horizonte, Uruaçu, Poranga­tu, Niquelândia. Ele ressaltou que não apenas o PT, mas todo o mo­vimento social, está em vigília para exigir que a Justiça seja realmente justa. “Queremos julgamento justo para o Lula, se não tem provas, não pode ser condenado”, arremata.

MOBILIZAÇÃO

O deputado estadual Luis Ce­sar Bueno afirma que não só a mili­tância petista, mas toda a sociedade brasileira toma consciência dos efei­tos nocivos que há um golpe em cur­so no país. “Aos poucos a sociedade percebe que houve a derrubada de uma presidenta honesta, para co­locar uma quadrilha no poder”, fri­sa. Luis Cesar conta que participou da organização de dezesseis comi­tês em defesa de Lula e da democra­cia, sendo que neste final de semana foram instalados os comitês de Ara­goiânia, Professor Jamil, Morrinhos.

O deputado federal Rubens Otoni mobilizou uma caravana pelo muni­cípio de Anápolis, onde foram insta­lados cinco comitês. A chamada Ca­ravana em Defesa da Democracia promoveu encontros com a militân­cia e lideranças comunitárias em vá­rias regiões da cidade. A mobilização também está sendo feita nos muni­cípios de Abadiânia, Cocalzinho, Pi­renópolis e Corumbá. O parlamen­tar também participou da criação de outros vinte comitês em todo o Esta­do. “Defender a candidatura de Lula é defender um processo eleitoral de­mocrático. É defender o direito do povo simples, humilde e trabalhador de escolher seus próprios governan­tes. E o povo quer Lula”, sentencia.

Segundo a deputada estadual Adriana Accorsi, em Goiânia já fo­ram criados quatorze comitês po­pulares e outros já estão a caminho. Nesta semana Adriana participou de mobilizações na região Leste, nos setores Novo Mundo, Caiçara, San­to Hilario, sendo recebida pelo arce­bispo Dom Washington Cruz, no Centro Pastoral Dom Fernando, no Jardim das Aroeiras. “Fizemos uma grande mobilização na Caravana pela Democracia na Região Leste e tivemos a graça de sermos recebi­da pelo caríssimo arcebispo Dom Washington Cruz, que abençoou o trabalho e desejou um ano de paz para o Estado e o país”, declara.

DEFESA

Marcado para o próximo dia 24, o julgamento do ex-presidente Lula é marcado por polêmicas. Na última quarta-feira, a juíza Luciana Torres de Oliveira, da 2ª Vara de Execução de Títulos do Distrito Federal, deter­minou a execução de penhora do apartamento triplex do Guarujá para pagamento de dívidas da empreitei­ra OAS. Esta decisão é uma sentença de absolvição do ex-presidente Lula, que está sendo julgado no Tribunal Federal da Quarta Região em Porto Alegre(RS) por ser, supostamente, o dono deste imóvel. Na sentença do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Fede­ral de Curitiba (PR), Lula é acusado de ser “dono oculto” do triplex do Guarujá, imóvel que teria recebido da OAS para suposto pagamento de propina. A decisão da 2ª Vara de Exe­cução de Títulos do Distrito Federal derruba este argumento.

Os advogados do ex-presiden­te levaram aos autos da Ação Penal 5046512-94.2016.4.04.7000 no TRF- 4 a decisão proferida pela juíza Lu­ciana Torres de Oliveira. Foram ane­xadas à petição o termo de penhora constante na decisão proferida pela 2ª Vara de Execuções de Brasília e ainda a matrícula atualizada no Car­tório de Registro de Imóveis de Gua­rujá para demonstrar de maneira irrefutável que o apartamento per­tence a OAS está sendo liquidado pela Caixa Econômica Federal.

Em nota à imprensa, os advoga­dos argumentam que “estes docu­mentos confirmam, nos termos do artigo 231 do Código de Processo Penal que a OAS sempre foi e con­tinua sendo proprietária do aparta­mento triplex, e que além de con­tinuar sendo proprietária, agora o apartamento está respondendo pe­las dívidas da mesma OAS por de­terminação judicial. Tais fatos são incompatíveis com a sentença pro­ferida em 12;07 pelo juiz da 13a Vara Criminal de Curitiba, ao afirmar que a propriedade do imóvel teria sido atribuída a Lula”, conclui.

 

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