Quem é e o que pretende o catalano Luiz Sampaio
Redação DM
Publicado em 13 de maio de 2018 às 00:41 | Atualizado há 8 anos
Há um novo nome na política interiorana que tem chamado muito a atenção, nesta pré-campanha eleitoral: Luiz Sampaio. Catalano de nascimento, 45 anos, casado com Samara Esperidião, é filho do tabelião Mauro Sampaio e da professora Maria da Glória Sampaio, que já foi vice-prefeita da cidade, pelo então PFL.
Pré-candidato a deputado estadual, Sampaio é um “self made man”. Está se fazendo sozinho, não é produto da vontade ou da autorização de chefes políticos locais. É novo como político, mas não neófito em política–como tem provado a sua prática. Bem articulado, tem sido um dos braços fortes em apoio à mobilização do senador Ronaldo Caiado, pré-candidato ao governo do Estado, e de Wilder Morais, pré-candidato ao Senado.
O “moço de Catalão”, como muitos assim a ele se referem, defende a sua pré-candidatura pelo Partido da Social Democracia Cristã, o PSDC, um dos primeiros a se unir ao movimento caiadista. “Somos da primeira hora, a nossa mão ajuda a carregar a bandeira da mudança”. Tal ênfase é justificada: ele quem, durante os quase três meses de convalescença do senador Ronaldo Caiado, continuou percorrendo o interior do Estado, cooptando aliados e consolidando apoios à frente oposicionista. “Era preciso manter a chama acesa. Fizemos pelo nosso pré-candidato, fizemos pela causa”, arremata.
Sampaio diz que nem tudo tem sido um mar de rosas, mas todos os obstáculos causados por opositores têm sido superados. “São condutas que já não cabem nos dias de hoje. A nossa prática é outra. O novo não admite o lobo. A hora é de mudança. Esperamos poder participar da chapa de candidatos, para que, pela vontade dos cidadãos, possamos levar avante as causas que pretendemos defender e por elas trabalhar”, diz ele, otimista e confiante.
Todas as propostas de Luiz Sampaio estão no campo social: saúde, educação/ensino profissionalizante, habitação, segurança e meio ambiente.
SAÚDE
“É leviana a tentativa de reduzir os custos da medicina, arrochando os salários dos médicos, enfermeiros, dos trabalhadores em saúde. Sem valorização, os bons profissionais não terão interesse em trabalhar na rede pública. O interior, principalmente, é quem mais tem sofrido com a falta de médicos e de hospitais. Aqui, o Estado tem deixado o ônus maior às prefeituras, atrasando, inclusive, o repasse de recursos liberados pela União. O Governo de Goiás tem o dever de valorizar os profissionais de saúde e ampliar a redede atendimentoem todooEstado. Issotemquemudar. Evaimudar”.
EDUCAÇÃO
“No Japão, até o imperador se curva em reverência ao professor. Aqui, aluno bate em professor, em plena sala de aula. As nossas escolas têm que forjar, desde a infância, homens e mulheres dentro dos princípios da ética, da moral e dos bons costumes. Isso começa pela valorização dos trabalhadores em educação e por melhores escolas, na Capital e no interior”.
ENSINO
“Goiás tem 1 milhão de jovens de 15 a 25 anos. Deles, 40% trabalham e apenas 19% trabalham e estudam. Há 41% de ociosos, ou em empregos informais e subempregos, sem perspectivas. com o aumento de empregos formais, há anecessidadede mão de obra qualificada, mas ela está em falta. Defendemos que tenhamos, urgente, o 2o. grau profissionalizante em todo o Estado. Os jovens devem concluir o 2o. grau preparados para o mercado de trabalho”.
HABITAÇÃO
“Goiás tem um déficit de 160 mil casas. O Governo precisa construir e entregar conjunto habitacionais que assegurem qualidade de vidas às pessoas. é preciso que eles tenham infraestrutura completa–água, esgoto, energia, asfalto, transporte, escola, creche, postos de saúde e policial e áreas de lazer. Precisamos parar de isolar a população de baixa renda da vida das cidades”
SEGURANÇA
“Fui delegado de polícia, conheço a área. Goiás precisa de 30 mil policiais militares. Tem cerca de 10 mil, o mesmo contingente de quando surgiu o tal de Tempo Novo. Precisa de 10 mil policiais civis e tem pouco mais de 3.600, incluídos os delegados. Não se faz segurança pública sem policiamento repressivo. É preciso triplicar o número de policiais civis e militares, pagar melhores salários e reaparelhar os serviços de segurança pública”.
MEIO AMBIENTE
“O cerrado ocupa cerca de 22% do território nacional e está ameaçado de extinção. cerca de 805 da fauna e da flora já sofreram danosas alterações. Em Goiás, os parques de preservação representam apena 1% de todo o cerrado, índice bem abaixo da meta internacional, que é de 10%. Precisamos manter preservadas as matas ciliares, protetoras dos rios e das nascentes. O cerrado goiano precisa de medidas de reposição, preservação e conservação, antes que seja extinto de vez. O novo Governo estadual vai ter que cuidar disso”