Política

“Só serei candidata se o Iris for o candidato”

Redação DM

Publicado em 11 de novembro de 2015 às 00:37 | Atualizado há 11 anos

A gerente de planejamento da Procuradoria-Geral do Município de Goiânia, Flávia Calil, reafirma sua lealdade ao ex-prefeito Iris Rezende (PMDB) e atesta que o decano é o único nome forte do partido para vencer as eleições para prefeitura de Goiânia, em 2016. A bacharel em Direito, que atualmente é filiada ao PMDB, ressalta seu interesse em disputar uma vaga na Câmara de Vereadores, mas afirma: “só serei candidata se o Iris for o candidato”, encabeçando a chapa.

Flávia, que até 2014 era assessora no governo de Marconi Perillo (PSDB), é uma das maiores entusiastas da candidatura irista e acredita que Iris reúne as principais qualidades para um político com condições de liderar a retomada do poder na Capital. Novata como política, Flávia pretende – caso seja candidata a vereadora – encampar projetos de cunho social, como a criação do Instituto do Câncer, em Goiânia. Projeto que, conforme Flávia, foi apresentado ao governo do Estado enquanto era assessora, mas descartado pelo governador.

Em visita ao jornal Diário da Manhã, a gerente de planejamento ainda proferiu sua opinião sobre as eleições para o diretório estadual do PMDB, considerando “vergonhoso” a disputa interna que tem divido o partido. Flávia também destacou que o partido precisa de renovação, com novos nomes, mas com Iris à frente, pelo pmdbista ser um “estadista” e ter um histórico e trajetória dentro do PMDB. Em 2018, a irista acredita que Iris Rezende apoiará o senador Ronaldo Caiado (DEM) como próximo governador do estado.

ENTREVISTA

DM – Você confirma que será candidata a vereadora nas próximas eleições?

Flávia – Meu nome só estará na lista dos pré-candidatos se o Iris for firmar candidatura. Isso é uma lealdade minha para com ele.

DM – Quais são sua propostas e projetos de campanha?

Flávia – Estou analisando as políticas públicas para trabalhar e trazer para minha campanha, mas um dos projetos que já trabalhava e quero trazer para o município é o que despachei com o governador Marconi Perillo, quando trabalhava na assessoria dele, que é o Instituto do Câncer do Estado de Goiás. Eleita, traria esse projeto – Instituto do Câncer – para o município, que acredito que será minha batalha.

DM – Você tinha uma relação com o governo do estado e agora está na oposição?

Flávia – Ninguém sai da situação para ir para oposição. Eu deixei o governo Marconi para apoiar o Iris, realmente, por ver que a situação do estado de Goiás estava um caos e que não haveriam mudanças. O Marconi não é estadista, então procurei apoiar quem realmente é visionário e estadista.

DM – Acredita que se o Iris for eleito prefeito no ano que vem, ele deixará a prefeitura para sair como candidato ao governo do Estado em 2018,  como já fez antes?

Flávia – Eu acredito que o Iris termine esse ciclo dele na prefeitura e venha apoiar o nosso senador Ronaldo Caiado, também pela história de coragem que o mesmo teve de deixar a situação e vir apoiar o Iris. Então, acredito seriamente que Iris venha apoiar o Caiado, em 2018. Não acredito que Iris será candidato ao governo.

DM – Qual sua opinião sobre as eleições para o diretório estadual do PMDB, que está uma briga entre os candidatos?

Flávia – É vergonhoso. O partido está partido, vamos dizer assim. Acredito que não é a hora do Daniel [Vilela] querer  disputar a presidência do PMDB. É hora dele cuidar do nome dele como deputado federal. Meu candidato para a presidência do diretório estadual é Nailton, pela história de lealdade a Iris. Realmente, eu visto a camisa de quem tem um histórico de lealdade ao Iris.

DM – O que você pensa sobre a atual corrupção dos partidos políticos no Brasil?

Flávia – A corrupção começa não só dentro da política. Mas na política ela [corrupção] está escandalosa, temos vergonha, às vezes, de até ser brasileiro. Somos notícia no mundo, mas como os corruptos. Acredito que nos partidos, seja PMDB, PSDB, PT, etc, não é o partido que é corrupto, mas seus membros, então tem que mudar por dentro.

DM – O que você pensa sobre o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que também é do PMDB?

Flávia – Tinha de cair fora como o Friboi saiu. É simples, se realmente for provada toda corrupção, tem que entrar com processo de expulsão. Do mesmo jeito que o Friboi foi expulso, outros – não só o Cunha – que não tenham uma linha de honestidade para com o partido e para com o seu filiado, tem que cair fora do mesmo. Essa é minha opinião.

DM – O que pensa as políticas de igualdade, já que afirmou que pretende levantar esse tema como uma das bandeiras se for candidata a vereadora?

Flávia – Sempre fui muito justiceira. Acredito que o direito da mulher e do homem devam caminhar em uma linha só, para dar tranquilidade para ambos. Não é porque sou mulher que vou levantar a bandeira feminista, visto que existem homens que também são massacrados de alguma forma. A mesma coisa ao contrário, já que não é porque faço a bandeira de igualdade que se alguma mulher está passando por alguma injustiça eu não vou estar ali para apoiá-la. A minha política é de igualdade. É de liberdade, em que o seu direito é igual ao meu enquanto mulher e cidadã. O direito do homem também, para poder haver uma sintonia de informações e de vida sociável.

DM – A respeito de Dona Iris, que é uma figura importante dentro do PMDB, mas perdeu espaço e não conseguiu se reeleger. Você acredita que, de fato, ela perdeu espaço dentro do partido?

Flávia – Acredito que a Dona Iris fez muito pelo nosso Estado e pela nossa cidade, trazendo para Goiânia a Maternidade Dona Iris. Ela deixou sua história, mas agora está começando um novo ciclo de políticos que vão fazer história, tanto quanto a Dona Iris. O povo quer renovação.

DM – Nessa questão, dentro do PMDB, como você percebe essa renovação? Você acredita que seu nome seria sinônimo de reeoxigenação para o partido? Que outros nomes representariam essa renovação?

Flávia – Para poder analisar, realmente, candidatura de A ou B, eu teria de saber se o Iris é candidato, para começar analisar cada nome. Seria injusto falar que o meu nome é forte, sendo que eu não sei quem são os outros. Então, como já disse, eu só saio candidata se o Iris for candidato. Ressalvo que o Iris é o nome forte do PMDB e sem o Iris o PMDB perde. Repito isso: sem o Iris como candidato, nós não temos candidatos – não que não hajam lideranças – à altura da história e trajetória política do Iris para enfrentar a candidatura à prefeitura de Goiânia.


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