Política

“Sou candidato ao Senado e apoio Marconi nas eleições”

Redação DM

Publicado em 27 de fevereiro de 2018 às 02:16 | Atualizado há 8 anos

  •  Thiago Peixoto, Heuler Cruvinel e Francisco Júnior disputam eleição à Câmara dos Deputados. 2020 já faz parte da agenda política
  •  Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva possuem estratégias populistas, diz presidente do PSD. Fernando Haddad será o nome do PT, crê
  •  Ex-parlamentar afirma que a Reforma da Previdência Social, hoje supostamente deficitária, deve ficar para o próximo governo federal

 

Assim o presidente do PSD, em Goiás, Vilmar Rocha, anuncia o seu projeto de poder para as eleições de 7 de ou­tubro de 2018. Advogado, especia­lista em Direito Constitucional, um pesquisador dos múltiplos popu­lismos, tanto de esquerda quanto de direita, o dirigente conta ainda que Thiago Peixoto, Heuler Cruvi­nel e Francisco Júnior, atual depu­tado estadual, disputarão a corrida à Câmara dos Deputados, Brasília [DF], capital da República.

– O PSD define, em julho, a sua política de alianças eleito­rais. Aberto ao diálogo.

POLÍTICA DE ALIANÇAS

Alinhado com Gilberto Kassab [SP], presidente nacional da sigla socialdemocrata de centro, o car­deal do partido no Estado defende o nome do governador de São Pau­lo, Geraldo Alckmin, um tucano de alta plumagem, para a eleição ao Pa­lácio do Planalto. São Paulo possui, hoje, 32 milhões de eleitores, obser­va. A saída de Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, do PSD, não altera o quadro, acredita. Trata-se de um nome técnico, do mercado, sem militância no PSD,diz

– Marconi Perillo é o meu can­didato ao Senado. A segunda vaga quero disputá-la. Fundamos o Tem­po Novo, caminhamos juntos há 26 anos. É amigo e parceiro.

DEMOCRATAS

Com livre trânsito em Brasília, o ex-deputado federal não crê que o lançamento da pré-candidatura de Rodrigo Maia [RJ], presidente da Câmara dos Deputados, à presi­dência da República, pelo Demo­cratas, se consolide. O seu proje­to político é a reeleição e em2019 voltar à presidência da Mesa Di­retora da Câmara dos Deputados, dispara. Vilmar Rocha possui sóli­das relações de amizade com Cé­sar Maia, pai de Rodrigo Maia, ex­-prefeito do Rio de Janeiro.

– Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva possuem estratégias populistas.

A estratégia populista consiste na apresentação de soluções fáceis para problemas complexos, define – o. É maquiar o equacionamento da suposta crise ou conflito, expli­ca. É vender ilusões, denuncia. Veja o exemplo da Venezuela, aponta. O BolivarianismodeHugoChávez, umaherançadeNicolás Maduro, produz o caos no País, analisa. Que atinge a população, ataca. Vilmar Rocha quer lançar em 2018 ainda a segunda edição revista e amplia­da de seu livro.

– O fascínio do neopopulismo.

e a nova legislatura, no Con­gresso Nacional. Expert em Direi­to Eleitoral e analista crítico do ce­nário político nacional, ele avalia que o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, condena­do pelo juiz de Direito Sérgio Moro e em segunda instância pelo TRF, não será candidato.

– O PT deve lançar Fernando Ha­ddad [Ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo]. Uma even­tual composição com Ciro Gomes [PDT] não está descartada.

MEIO AMBIENTE

O ex-secretário de Estado das Ci­dades, Meio Ambiente e Recursos Hídricos relata ao Diário da Ma­nhã ter incorporado à sua agenda programática, não apenas eleito­ral, a narrativa de defesa e preserva­ção do meio ambiente. Com fontes renováveis, observa. Energia solar, pontua. Não custa lembrar: opro­grama Goiás Solar é, hoje, referência nacional, adianta. O carro elétrico é o futuro, diagnostica. “Na Europa, já existe até data para acabar com o veículo a combustão”.

– É necessário e urgente substituir os combustíveis fósseis, petróleo e carvão, por energias renováveis.

Vilmar Rocha con­fidencia ter conver­sa, de forma longa e pausada, com o atual presiden­te da Petrobras, Pedro Paren­te. O dirigente nacional e es­tadual do PSDF quis saber quais os projetos es­tratégicos que as empresas petrolí­feras, as maiores doramo, pensam do futuro do negó­cio da exploração do petró­leo e da movimentação da econo­mia com energias ultrapassadas. Não existe alternativa: é preciso adotarmos, em escala global, ener­gias renováveis, metralha.

MESA-REDONDA

– A Universidade Federal do To­cantins me formulou um convite para uma mesa redonda com Jac­ques Wagner e Wellington Dias. Na pauta, meio ambiente, políticas pú­blicas, século 21 e o Tempo Presente.

 

 



 Marconi Perillo é o meu candidato ao Senado. A segunda vaga quero disputá-la. Fundamos o Tempo Novo juntos

 

O PT deve lançar Fernando Haddad. Uma eventual composição com Ciro Gomes [PDT] não está descartada

 

Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva possuem estratégias populistas

Vilmar Rocha, presidente do PSD

 

SAIBA MAIS

 

CRONOLOGIA

1982 Integra governo. De Ary Valadão

1984 Vilmar Rocha: Frente Liberal

  1996 Com Nion Albernaz: Prefeitura de Goiânia

1998 Fundador do Tempo Novo

2002 Apoia a reeleição de Marconi Perillo

2010 Mantém apoio à base aliada

2014 Vilmar Rocha disputa Senado

2016 PSD lança Francisco Jr.

2017 Vilmar Rocha deixa Secima

2018 Candidato ao Senado

2020 Francisco Jr.: ao Paço Municipal

 

SAIBA MAIS

 

Nome: Vilmar Rocha

Formação: Direito

Partido político: PSD

Cargo: Presidente do PSD, em Goiás

Livro publicado: O fascínio do neopopulismo

Time de futebol: Goiânia Esporte Clube

Projeto de poder: Disputar o Senado, em 2018

 

Tags

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia