Política

Zacharias Calil denuncia falta de remédios em hospitais da capital

Redação DM

Publicado em 1 de julho de 2020 às 17:19 | Atualizado há 6 anos

Em Goiânia os hospitais públicos estão enfrentando a falta de medicamentos sedativos e o alto preço que os fornecedores estão cobrando para reposição dos estoques que pode culminar em um colapso no sistema de saúde. A denúncia foi feita pelo deputado Dr. Zacharias Calil (DEM), nesta terça-feira (30), durante a sessão remota da Comissão Externa sobre Covid-19, da qual ele é titular na Câmara Federal.

O deputado comentou que a queixa lhe foi apresentada por vários diretores hospitalares da capital goianiense, que denunciaram a falta de medicamentos como o Midazolan (Dormonid), Fentanil, Pancurônio e Cisacurônio.

Eles ainda enfrentam o alto custo e a pouca quantidade de medicamentos com os fornecedores. Para se ter uma ideia, antes da pandemia o Midazolan custava R$ 3,55; agora está custando R$ 24,36; se for comprado em uma fábrica da capital. Com outros fornecedores o valor pode chegar até à R$ 63,00. Um aumento de 1787,3%. O Fentanil já não é mais encontrado com fornecedores. O frasco, quando encontrado, custa R$ 49,00; antes os diretores pagavam R$ 3,60.

A falta de medicamentos usados no tratamento de sintomas da covid-19, de acordo com o deputado, pode ter sido causada porque alguns gestores conseguiram estocar muitos deles antes do agravamento da pandemia. Ou seja, com o aumento da pandemia, quem estocou ganhou.

“Porque você comprou um medicamento por um preço muito baixo à época, e agora, com o preço muito alto, não está comprando estes medicamentos para a sedação dos pacientes mais graves do novo coronavírus”, comentou o deputado que ao reiterar que os medicamentos podem custar até R$ 300,00 a unidade.

Esse tipo de situação pode culminar nos casos mais graves, como o da utilização de medicamentos como o Diazepam na sedação dos pacientes. “O medicamento era usado como sedativo na época em que eu era estudante de medicina. Não podemos usar o remédio, porque não é algo eficaz e o paciente pode acordar retirando tudo”, comenta.

“Portanto, a falta destes medicamentos pode ser um problema muito sério e vai chegar a um momento que a saúde vai entrar em colapso, quando nós vamos ter uma estrutura boa, com respiradores e aparelhos suficientes, mas não vamos ter como manter o paciente, porque não há medicamento sedativo para o tratamento”, denuncia.

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