Política

Zezé di Camargo pode filiar-se ao PSDB para ser suplente de Marconi

Redação DM

Publicado em 23 de dezembro de 2017 às 21:11 | Atualizado há 8 anos

A coluna Radar, da revista Veja, da última sexta-feira, informa que mais um artista estaria flertando com a política e a caminho para assumir um cargo no Legislativo federal. Trata-se do cantor serta­nejo Zezé di Camargo.

De acordo com a publicação, o goiano, filho de Francisco, pode se filiar ao PSDB para ser suplente de senador na chapa do governador Marconi Perillo (PSDB).

Entre uma campanha e outra, o artista ganha os portais de no­tícia por seus comentários sobre política e outros assuntos. Na úl­tima eleição presidencial, o goia­no vestiu a camisa da campanha do senador Aécio Neves (PSDB) e chegou a protagonizar propagan­das do tucano.

MILITARISMO

Zezé de Camargo concedeu, em setembro último, uma entrevista para o canal do YouTube da jorna­lista Leda Nagle, revelou que já foi convidado para concorrer a cargos políticos e afirmou que não houve ditadura no Brasil.

Esse último tema foi levantado quando o cantor se disse apaixona­do por programas jornalísticos no rádio e na TV e revelou sonhar com uma atração em que o apresenta­dor desse a notícia e, em seguida, expressasse sua opinião como ci­dadão. “Adoraria. Porque você fica louco para ouvir o que o jornalista pensa sobre aquele assunto. Prin­cipalmente quando entra um pa­tamar que envolve a população, o país, como corrupção e política”.

A frase levantou a curiosida­de de Leda sobre o que o cantor achava do momento atual do país. “Me considero um cara muito politizado. Não imagino sendo político. Já tive convite pra isso, já conversei com alguns políti­cos e eles ficam impressiona­dos com meu conhecimento po­lítico. Quero ser politizado para exercer meu direito como cida­dão, e meu deveres”, iniciou Zezé.

Em seguida, o cantor, já preven­do que seu comentário geraria po­lêmica, engatou: “Vou falar um ab­surdo pra você, as pessoas vão me criticar, vão achar que sou um ma­luco. O momento que a gente vive hoje no Brasil… o Brasil lutou mui­to pela democracia. (…) Mas eu fico com pena de como nossos políti­cos usaram nossa liberdade que nós conquistamos, que era sair do mi­litarismo… muita gente confunde militarismo com ditadura. Nós não vivíamos numa ditadura, vivíamos num militarismo vigiado”. “Ditadu­ra é Venezuela, Cuba viveu com Fi­del Castro e até hoje vive (…) Coreia do Norte, China, esses são realmen­te ditadores. O Brasil nunca che­gou ser uma ditadura daquela de ou você está a favor ou está morto”.

Leda argumentou que houve prisão e tortura. “Exato. Mas não chegou a ser tão sangrenta, tão vio­lenta, como a gente vê até hoje. No mundo de hoje, não dá para acredi­tar que existe gente que ainda acre­dite que uma ditadura vai dar cer­to”, respondeu o sertanejo.

“Mas eu acredito, aqui dentro comigo – as pessoas vão me achar maluco – não quero isso jamais para o Brasil, mas eu acho que o Brasil hoje precisa passar por uma depuração. Até pensar no mili­tarismo para reorganizar a coi­sa, pra botar doutrina de novo e entregar o Brasil democrático de novo como a gente queria”.

Durante a entrevista, Zezé ain­da defende o ingresso da matéria Política na grade escolar. “Porque vejo cada absurdo as pessoas fala­rem dentro da política…”.

 

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