Teto do INSS sobe e aposentados com benefícios acima do mínimo terão reajuste de 3,90% em 2026
Léo Carvalho
Publicado em 12 de janeiro de 2026 às 10:58 | Atualizado há 6 meses
Correção segue o INPC e vale integralmente para quem já recebia o benefício antes de fevereiro de 2025 | Foto: Divulgação Previdência
Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem valores acima do salário mínimo terão reajuste de 3,90% nos benefícios em 2026. O índice é baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado no ano anterior e foi oficializado por portaria do governo federal publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira (12).
Com a atualização, o teto dos benefícios do INSS passa de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55, refletindo a correção inflacionária aplicada aos pagamentos do regime geral da Previdência Social.
Quem tem direito ao índice integral
O percentual cheio de 3,90% será aplicado apenas aos segurados que já recebiam o benefício em 1º de janeiro de 2025. Aposentados e pensionistas que passaram a receber a partir de fevereiro do ano passado terão reajuste proporcional, calculado de acordo com o número de meses em que o benefício esteve ativo ao longo do ano.
Para quem recebe um salário mínimo, o reajuste ocorre de forma automática, seguindo a atualização do piso nacional. O novo mínimo, fixado em R$ 1.621, entrou em vigor no dia 1º deste mês e já está refletido nos pagamentos.
Pagamentos e impacto
Segundo estimativas do próprio INSS, mais de 12 milhões de benefícios com valores acima do salário mínimo serão impactados pelo reajuste. Os pagamentos corrigidos começam a ser feitos a partir de fevereiro, conforme o calendário oficial do instituto, que considera o número final do cartão de benefício. A medida recompõe os valores de acordo com a inflação acumulada, sem aumento real para essa faixa de segurados.
Para quem recebe um salário mínimo, o reajuste ocorre de forma automática, seguindo a atualização do piso nacional. O novo valor, fixado em R$ 1.621, entrou em vigor no dia 1º deste mês. Diferentemente dos benefícios acima do mínimo, o piso nacional teve ganho real de 2,5%, conforme a política fiscal aprovada pelo Congresso Nacional no fim de 2024.
Além dos benefícios, o reajuste também altera as faixas de contribuição previdenciária para trabalhadores da ativa vinculados ao regime geral, já que os descontos são calculados com base no teto atualizado.