Israel amplia ofensiva contra Irã e Hezbollah enquanto mísseis atingem países aliados dos EUA
Heloysa Camilo - Estágio DM
Publicado em 3 de março de 2026 às 09:34 | Atualizado há 3 meses
Ataque israelense em Beirute | Foto: REUTERS
O Exército de Israel anunciou na noite de segunda-feira (2) uma nova onda de bombardeios contra Teerã e também contra alvos do Hezbollah em Beirute, capital do Líbano. Ao mesmo tempo, o Irã segue lançando mísseis contra países vizinhos alinhados aos Estados Unidos, ampliando a dimensão regional do confronto.
Na capital iraniana, os ataques ocorreram após alertas para que moradores deixassem áreas próximas à sede da emissora estatal. Israel afirmou ter “atacado e desmantelado o centro de comunicações do regime terrorista iraniano”, alegando que o local era usado pela Guarda Revolucionária Islâmica para promover ações militares sob disfarce civil. Segundo os israelenses, o grupo defende a destruição do Estado de Israel e o uso de armas nucleares.
Já no Líbano, as Forças de Defesa de Israel disseram ter atingido centros de comando e depósitos de armas do Hezbollah, inclusive nos subúrbios ao sul de Beirute, após emitirem avisos de retirada à população. A emissora Al-Manar, ligada ao grupo, informou que suas instalações na capital foram bombardeadas. Em resposta, o Hezbollah declarou que seus ataques com foguetes e drones contra Israel são um “ato defensivo”, acusando Tel Aviv de manter agressões contínuas ao Líbano apesar do cessar-fogo. Em comunicado, a facção mencionou ainda vingança pela morte do aiatolá Ali Khamenei.

Enquanto isso, novos episódios de violência foram registrados em países do Golfo. Em Riad, capital da Arábia Saudita, testemunhas relataram explosões na zona diplomática. Dois drones atingiram o prédio da embaixada dos Estados Unidos, provocando incêndio, mas sem deixar feridos, segundo a representação americana. O presidente Donald Trump afirmou que em breve será anunciada a retaliação ao ataque.
O Departamento de Estado determinou a retirada de diplomatas não essenciais do Iraque, da Jordânia e do Bahrein. Nos Emirados Árabes Unidos, o Ministério da Defesa declarou ter interceptado mais de 180 mísseis balísticos e de cruzeiro lançados pelo Irã. No Qatar, autoridades disseram ter neutralizado dois mísseis direcionados a diferentes áreas do país, após explosões serem ouvidas na capital, Doha. O governo qatari enviou carta à ONU condenando os ataques e afirmando que se reserva o direito de responder.
No Kuwait, as Forças Armadas informaram que um soldado da Marinha morreu durante uma operação militar, sem detalhar as circunstâncias.
Em meio à escalada, a organização humanitária Crescente Vermelho informou que o número de mortos no Irã chegou a 787 desde o início da guerra lançada por EUA e Israel contra o país persa.
(Folhapress)