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Bandas roncam em Goiânia durante MotoGP com shows gratuitos

Redação Online

Publicado em 16 de março de 2026 às 21:22 | Atualizado há 4 meses

Black Drawing Chalks leva stoner ao templo do rock - Foto: Divulgação
Black Drawing Chalks leva stoner ao templo do rock - Foto: Divulgação

Marcus Vinícius Beck

Neste fim de semana, quando roncam os motores do MotoGP, a música vai ressoar por Goiânia. Será apenas rock’n’roll, como naquele hit dos Rolling Stones, mas quem aí não gosta? No Martim Cererê, o rock goiano promete barulho na 2ª edição do Cidade Rock.

Vai vendo: entrada gratuita mediante doação de 1 kg de alimento. A ideia, segundo a Monstro Discos, é mostrar que, enquanto as motos disputam milésimos de segundo no Autódromo Internacional Ayrton Senna, a música rola forte, rápida e ensurdecedora.

Eis o time escalado: Black Drawing Chalks, Black Lines, Sheena Ye, bem como Vermute e Gronga Pussanto. Prepare-se, meu amigo, minha amiga, porque a noite reunirá ainda discotecagens de Frozen Gabs e Chaul. Boa música antes, entre e depois dos shows.

Um dos destaques é a Black Drawing Chalks. Formada na capital, a banda se projetou na cena stoner brasileira durante os anos 2000. Como tomates, as duplas sertanejas brotavam dentre as paragens goianas até o veneno antimonotonia germinar o tal fruto estrondoso.

Que fruto é esse? Que papo é esse? Calma, por favor: Black Drawing Chalks está na estrada desde 2005. Os caras possuem apresentações diante de plateias exigentes, como Lollapalooza Brasil e o SWU Music and Arts Festival. Sem contar, pra não humilhar, os shows gringos.

Não, não espere defeitos especiais. Nem solilóquios vazios, literatices. Nada dessa pretensão que deixa o rock pink-floidiano-de-luxe. O som é direto, como tem de ser. As letras falam de diversão, como manda a cartilha. É coisa pra ouvir bebendo um goró e, se calhar, flertando.

Black Lines: power trio chega com guitarras sujas e riffs distorcidos – Foto: Divulgação

Diversão

Agora é a vez do Black Lines, power trio formado na capital goiana em 2014. Afiado, fuzz total, a banda chega com um objetivo: apostar em guitarras sujas, distorcidas, riffs pesados, watts elevados e um som que mistura stoner rock e metal. Noite intensa, vou logo dizendo.

Em doze anos de carreira, o grupo se insere na cena independente com um volume alto. É pra pirar, é pra pular, é pulverizar. É um convite (intimação) pra você: obedeça ao riff.

A Sheena Ye, por sua vez, aposta num rock pesado, reto e em bom português. Formada em 2013, a banda mistura rock, blues, stoner e metal. As guitarras, afiadas e entrosadas, unem-se ao vocal rasgado, cortante como uma lâmina rasgando as desilusões existenciais.

Tanto faz, pra evocar aquele Reinaldo Moraes. Sheena Ye leva uma prosa com o espírito dos anos 1980. Lembra o Barão Vermelho, eu arriscaria. Basta pôr pra rodar o disco “Seu Tempo Mudou”, que saiu em 2018 e cuja turnê levou a banda a 12 cidades em cinco estados.

Moka Nascimento revisita hits com Spinning Band

Músicos preparam show especial que ocorrerá no domingo (22/3) – Foto: Divulgação

Lendário batera goiano, Moka Nascimento prepara um show com a Spinning Rock Band. Ele reúne músicos centrais para a cena local: André Adonis, uma das vozes mais marcantes do gênero; Emídio Queiroz, guitarrista de referência; e Ulisses Miranda, no contrabaixo e vocal.

O show “Easy Rider” ocorre no domingo (22/3), às 17h, no Parque Leolídio Di Ramos Caiado, dentro da programação do MotoGP Show 2026. “Será maravilhoso. Vamos tocar com o sol se pondo”, declara o baterista, durante bate-papo com a reportagem do DM.

Moka afirma que entregará um musical com repertório “criteriosamente selecionado”. Segundo ele, vai rolar Pink Floyd, Led Zeppelin, Black Sabbath, Kansas, Eagles e Steppenwolf, incluindo o rock “Born to Be Wild”, de 1968, um hino dos motociclistas.

A música, aliás, é tema do filme “Easy Rider”, marco do cinema independente dos Estados Unidos. Dirigido por Dennis Hopper, o filme retrata dois jovens motociclistas que se lançam na estrada com a finalidade de se divertir. Caem no espírito libertário dos anos 1960.

Ativo desde 1972, Moka participou de momentos decisivos da música produzida goiana. Transita por gêneros como MPB, rock, samba, jazz e blues. É reconhecido como um dos precursores do circuito local e figura recorrente em projetos de abrangência nacional.

Bares

A Prefeitura de Goiânia selecionou 15 estabelecimentos culturais para integrar o Circuito do Rock 2026. Os locais habilitados são: Brau Haus Restobier, Canevas Pub, Old Monkey Cervejaria, De Leon Eventos, Lado Leste Cervejaria, Lowbrow, Shiva Alt-Bar, Smoking Beer, To Bar, Vintage 76 Bar e Pub, Woodstock Rock Bar, Brau Haus Burger, Shopping Bougainville, Taberna Music Pub e Associação Goiana de Motocultura (AGMC). (M.V.B)


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