Trump ameaça Irã e afirma que “uma civilização inteira vai morrer esta noite”
Léo Carvalho
Publicado em 7 de abril de 2026 às 10:35 | Atualizado há 3 meses
Trump faz declaração pública com ameaça direta ao Irã, que reage indicando capacidade de prolongar confronto e ampliar ações estratégicas na região | Foto: Divulgação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra o Irã nesta terça-feira, 7, ao afirmar que “uma civilização inteira vai morrer esta noite” caso o país não aceite um acordo dentro do prazo estipulado por Washington. A declaração foi publicada na rede Truth Social e ocorre em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio, envolvendo também aliados estratégicos norte-americanos na região.
O posicionamento do governo dos Estados Unidos está inserido em um contexto de pressões diplomáticas e militares relacionadas ao controle de rotas marítimas e à tentativa de conter ações iranianas que impactam diretamente o fluxo global de energia. Entre os pontos centrais está a exigência de mudanças na postura de Teerã em áreas consideradas sensíveis para a segurança internacional.
Em resposta ao ultimato, autoridades ligadas à Guarda Revolucionária do Irã indicaram que o país não pretende recuar. De acordo com declarações divulgadas por veículos internacionais, o governo iraniano afirmou estar preparado para sustentar o conflito por um período prolongado, com capacidade operacional para manter ações militares por pelo menos mais seis meses.
Irã não se rende
Além disso, o Irã sinalizou a possibilidade de ampliar sua atuação estratégica na região ao ameaçar o fechamento do Estreito de Bab el-Mandeb, com apoio de forças aliadas no Iêmen. A passagem marítima é considerada uma das mais importantes do mundo, por conectar o Mar Vermelho ao Golfo de Áden, sendo fundamental para o transporte internacional de mercadorias e energia.
A movimentação ocorre em paralelo ao bloqueio do Estreito de Hormuz, mantido pelo Irã desde o mês passado. A rota é reconhecida como a principal via de escoamento de petróleo no planeta, o que amplia o impacto econômico e geopolítico da crise.
No campo militar, o cenário também apresenta novos desdobramentos. Forças iranianas retomaram ataques contra estruturas associadas aos Estados Unidos no Golfo Pérsico. As ações tiveram como alvo bases norte-americanas e instalações petroquímicas situadas em países vizinhos que mantêm relações estratégicas com Washington.
A escalada amplia o risco de um conflito de maiores proporções na região, com potencial de afetar diretamente o mercado global de energia e a estabilidade política internacional. Até o momento, não há confirmação de avanço nas negociações ou de recuo por parte dos EUA ou Irã.