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A Rota Sul-Americana: O Crescimento das Viagens Rodoviárias e as Exigências Legais nas Fronteiras

Redação DM

Publicado em 15 de abril de 2026 às 13:53 | Atualizado há 5 meses

A paixão por explorar o continente sul-americano de carro tem crescido de forma acelerada entre os brasileiros. Roteiros que cruzam as paisagens deslumbrantes da Argentina, do Uruguai e do Chile não são mais exclusividade de aventureiros experientes. Hoje, famílias e grupos de amigos buscam a liberdade de ditar o próprio ritmo pelas estradas da Cordilheira dos Andes e dos pampas. No entanto, o sucesso de uma viagem rodoviária internacional depende diretamente de um planejamento minucioso, especialmente no que diz respeito à infraestrutura legal e à conformidade com as leis de trânsito de cada país fronteiriço.

Para garantir a fluidez da viagem e evitar problemas graves com as autoridades aduaneiras, é vital compreender as exigências específicas de cada território.

As Regras do Mercosul para Veículos na Argentina e no Uruguai

Para cruzar as fronteiras terrestres rumo à Argentina ou ao Uruguai, o viajante precisa estar atento à documentação obrigatória do motorista e do veículo. A Carteira Nacional de Habilitação, a CNH, é amplamente aceita pelas polícias rodoviárias, desde que esteja dentro do prazo de validade. O documento de registro do carro, o CRLV, deve estar obrigatoriamente no nome do condutor ou acompanhado de uma autorização específica registrada em cartório e chancelada pelo Ministério das Relações Exteriores.

O principal requisito legal para circular com o veículo nestes países vizinhos é a contratação de uma apólice mandatória para eventuais acidentes de trânsito. A Carta verde, obrigatório no âmbito do Mercosul, garante a cobertura de responsabilidade civil do proprietário ou do condutor de veículos automotores de passeio para danos corporais e materiais causados a terceiros. Sem este documento, que tradicionalmente precisava ser impresso em papel de cor verde, o veículo é sumariamente impedido de cruzar qualquer posto de fronteira destes países.

A Travessia dos Andes e a Legislação Chilena

O Chile possui regulamentações de trânsito muito estritas e consideravelmente diferentes das aplicadas nos países membros plenos do Mercosul. Além de exigir correntes para os pneus em rotas de altitude durante as épocas de neve e um kit de segurança veicular rigoroso, o país andino determina que todos os veículos de placa estrangeira possuam uma proteção veicular exclusiva para o seu território.

A lei nacional de trânsito exige o porte do Seguro SOAPEX, uma apólice de acidentes pessoais que cobre danos corporais e despesas médicas causadas a terceiros e aos próprios ocupantes em caso de sinistros em rodovias chilenas. O processo de emissão do SOAPEX Chile deve ser realizado de forma antecipada pela internet, garantindo que o motorista já esteja totalmente regularizado e amparado legalmente ao chegar às rigorosas aduanas da fronteira andina.

Proteção Pessoal Além da Chaparia do Veículo

Enquanto as apólices veiculares obrigatórias protegem o motorista contra danos causados a terceiros ou cumprem exigências de trânsito, a saúde e o bem-estar dos passageiros exigem uma camada de atenção completamente separada. Os sistemas de saúde pública na Argentina, no Uruguai e no Chile possuem regras próprias para o atendimento de turistas estrangeiros, e depender exclusivamente deles pode gerar custos elevados e burocracia em momentos de emergência médica.

Por isso, a contratação de um Seguro viagem é um passo fundamental para garantir assistência médica de qualidade, cobertura odontológica de urgência e suporte estrutural em casos práticos, como o extravio de bagagens ou a necessidade de repatriação sanitária. Ter essa proteção pessoal consolidada é um pilar da segurança e da autoridade no turismo internacional, proporcionando a tranquilidade psicológica necessária para focar apenas na beleza das estradas e na construção de boas memórias.

O Planejamento Preventivo como Fator de Sucesso

As viagens rodoviárias pela América do Sul oferecem um nível de imersão cultural e liberdade geográfica inigualável, mas cobram o preço da responsabilidade legal. Garantir a documentação correta e estar rigorosamente em dia com as exigências de cada nação transforma uma jornada potencialmente estressante em uma experiência turística fluida. Ao investir tempo na obtenção das apólices corretas e na revisão dos itens do veículo, o turista brasileiro assegura que a sua rota pelo cone sul seja livre de multas, apreensões ou interrupções nas aduanas.

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