Esquema com MC Ryan SP e Poze do Rodo movimentou R$ 1,63 bi em 2 anos, diz PF
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 15 de abril de 2026 às 16:53 | Atualizado há 2 meses
MC Poze do Rodo e MC Ryan SP aparecem em apuração sobre suposto esquema financeiro | Foto: Reprodução
A Polícia Federal informou que a organização criminosa investigada na Operação Narcofluxo, deflagrada nesta quarta-feira (15), teria movimentado cerca de R$ 1,63 bilhão em menos de dois anos. Segundo as autoridades, o grupo utilizava o setor musical e o mercado digital de entretenimento como fachada para ocultar a origem ilícita dos recursos.
De acordo com a PF, a estrutura identificada é considerada uma das mais complexas já detectadas no país no que se refere à lavagem de dinheiro associada à indústria do entretenimento. O esquema integrava atividades ilegais, como tráfico de drogas, jogos de azar e rifas virtuais, à imagem de artistas e influenciadores com grande alcance nas redes sociais, entre eles MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, que foram presos durante a operação.
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Estrutura sofisticada e uso da imagem pública
As investigações apontam que o modelo explorava a alta visibilidade pública e o intenso fluxo financeiro típico do meio artístico para dar aparência de legalidade às transações. O desempenho comercial e os números de engajamento dos artistas eram utilizados como justificativa para a circulação de grandes quantias, o que, segundo a PF, reduzia suspeitas por parte de instituições financeiras.
Estratégias para ocultar a origem do dinheiro
Além disso, os investigadores identificaram a utilização de diferentes estratégias para dificultar o rastreamento do dinheiro. Entre elas, está a fragmentação de valores por meio da comercialização de ingressos e produtos digitais, permitindo a entrada de recursos sem identificação clara da origem.
Outro método apontado é a dissimulação financeira, com uso de criptoativos, transporte de dinheiro em espécie e transferências sucessivas entre contas bancárias, criando obstáculos para o monitoramento das movimentações.
A Polícia Federal também destacou a existência de uma rede de pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, formada por operadores logísticos e familiares, que seriam responsáveis por ocultar os verdadeiros beneficiários do esquema e dar suporte às operações financeiras.
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