Política

PF investiga desvio de emendas de Chiquinho Brazão destinadas a ONGs no Rio

Fernando Henrique - Estágio DM

Publicado em 9 de julho de 2026 às 10:43 | Atualizado há 2 horas

Agentes da Polícia Federal cumprem mandados em operação que apura desvios de emendas parlamentares no Rio de Janeiro | Foto: Reprodução
Agentes da Polícia Federal cumprem mandados em operação que apura desvios de emendas parlamentares no Rio de Janeiro | Foto: Reprodução

A Polícia Federal cumpre nesta quinta-feira (9) dois mandados de prisão preventiva e 21 mandados de busca e apreensão em uma operação sobre suspeitas de desvios de emendas parlamentares destinadas a ONGs no Rio de Janeiro.

As emendas sob investigação são do ex-deputado federal Chiquinho Brazão, condenado por ter mandado matar a vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes. No ano passado, a Justiça tinha autorizado sua transferência para prisão domiciliar.

Os mandados foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

PF aponta suspeitas de peculato e lavagem de dinheiro

Segundo a PF, são apuradas suspeitas dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Foram determinados bloqueios patrimoniais no valor de R$ 100 milhões.

A investigação, diz o órgão, “identificou que parte dos recursos provenientes de emendas parlamentares federais destinados a entidades sem fins lucrativos, que mantinham contratos e parcerias com órgãos da administração pública federal, teria sido desviada mediante pagamentos indevidos, utilização de empresas interpostas e mecanismos destinados a ocultar a origem e o destino dos valores”.

“Os investigados teriam utilizado organizações da sociedade civil, pessoas físicas e pessoas jurídicas vinculadas ao grupo para movimentação financeira e ocultação patrimonial, com indícios de repasses realizados por meio de empresas e terceiros utilizados como interpostas pessoas.”

Defesa ainda não se manifestou

A reportagem entrou em contato com a defesa de Chiquinho por mensagem, mas os advogados ainda não se manifestaram. (José Marques/FOLHAPRESS)


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