Anvisa autoriza cannabis para exportação no Brasil e flexibiliza prescrição medicinal
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 13 de maio de 2026 às 13:53 | Atualizado há 2 meses
Cannabis medicinal passa a ter regras mais flexíveis para prescrição e exportação no país | Foto: Reprodução
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a produção de cannabis medicinal para exportação e flexibilizou as regras de prescrição da substância. As medidas foram publicadas em resolução no Diário Oficial da União desta quarta-feira (13).
Leia também
Desmatamento cai na Amazônia e no Cerrado em abril, aponta Inpe
Novas regras para exportação de cannabis medicinal
Com a medida, a agência passa a autorizar o cultivo de “Cannabis sativa L.”, com concentração de tetrahidrocanabinol (THC) de 0,3% ou menos, para fins exclusivos de exportação.
Segundo a Anvisa, a demanda internacional pelos produtos deverá ser comprovada pelas empresas brasileiras por meio de contratos ou documentos de intenção de compra, venda e distribuição.
Prescrição simplificada e mudanças na regulação dos produtos
A resolução também simplificou as regras para a prescrição da substância. A partir de agora, produtos de cannabis com concentração de THC igual ou menor que 0,2% poderão ser prescritos por meio de Receita de Controle Especial, um modelo de receita médica mais simples e já utilizado para outros medicamentos controlados.
Antes da medida, esses produtos exigiam receitas dos tipos A e B, utilizadas para substâncias que podem causar efeitos psicotrópicos, os chamados medicamentos de “tarja preta”.
Com a nova regra, os produtos de cannabis com teor inferior a 0,2% devem perder a classificação de tarja preta. Para aqueles que já estão em circulação no mercado, a atualização permite que pacientes realizem a compra mediante apresentação da Receita de Controle Especial.