Trump acusa Irã de crise humanitária e intensifica pressão sobre Teerã
Heloysa Camilo - Estágio DM
Publicado em 25 de agosto de 2026 às 12:02 | Atualizado há 2 horas
Trump acusou o governo iraniano de enfrentar uma “crise humanitária de proporções épicas” | Foto: REUTERS/Evan Vucci
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra o Irã nesta terça-feira (25). Em publicação nas redes sociais, o republicano acusou o governo de Teerã de enfrentar uma grave crise interna e classificou a situação no país como uma “crise humanitária de proporções épicas”.
Trump afirmou que grandes grupos das Forças Armadas iranianas não estariam recebendo seus pagamentos e acusou o governo do país de promover uma repressão violenta contra manifestantes.
Segundo o presidente americano, a situação precisa ser interrompida imediatamente. As declarações, no entanto, foram feitas sem a apresentação de provas públicas que comprovassem as alegações sobre o pagamento dos militares ou a dimensão atual da repressão.
A fala acontece em um momento de forte tensão entre Washington e Teerã, enquanto os Estados Unidos ampliam sua campanha de pressão política e econômica contra o governo iraniano.
Repressão no Irã preocupa organizações e ativistas
O Irã enfrentou, em janeiro de 2026, um levante que foi reprimido com violência de alta intensidade. Desde então, relatos de ativistas e organizações continuam apontando os riscos enfrentados por pessoas ligadas a movimentos de oposição e protestos contra o governo.
Dissidentes iranianos seguem enfrentando perseguições, detenções e outras medidas repressivas, enquanto autoridades internacionais acompanham a situação dos direitos humanos no país.
Ao mencionar o tema, Trump voltou a usar a crise interna iraniana como parte de sua argumentação para ampliar a pressão sobre Teerã.
“Dia D econômico” amplia pressão dos EUA
A publicação do presidente ocorre durante uma nova fase da estratégia americana contra o Irã. Washington lançou a chamada “Operação Pária Econômica”, apresentada por Trump como uma espécie de “Dia D econômico”.
A ofensiva busca aumentar o isolamento financeiro e comercial do país, em meio ao conflito militar entre Estados Unidos e Irã, que já se aproxima de seis meses.
O objetivo da Casa Branca é dificultar o acesso de Teerã a recursos e pressionar o governo iraniano por meio de sanções e restrições econômicas.
EUA ameaçam países que mantiverem relações com Teerã
A estratégia americana também pode atingir outros governos.
Na segunda-feira (24), o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que Washington poderá impor consequências a países que não interromperem suas relações econômicas com o Irã.
Apesar da ameaça, Bessent não anunciou, naquele momento, um novo pacote de grandes sanções. A declaração, porém, reforçou o recado do governo Trump de que pretende ampliar a pressão não apenas sobre Teerã, mas também sobre países e empresas que mantenham vínculos comerciais com o governo iraniano.
Com o conflito militar ainda em andamento e a escalada econômica ganhando novos contornos, a relação entre Estados Unidos e Irã permanece em um dos momentos mais tensos dos últimos meses.
