Morre aos 98 anos Laura Cardoso, uma das maiores atrizes da dramaturgia brasileira
DM Online
Publicado em 18 de agosto de 2026 às 05:06 | Atualizado há 1 hora
A atriz Laura Cardoso, um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira, morreu aos 98 anos nesta terça-feira (18), em São Paulo. A informação foi divulgada durante a madrugada por meio do perfil oficial da artista nas redes sociais, administrado por seu bisneto, Fernando Faria.
Segundo informações da família, Laura morreu em sua residência, por causas naturais. O velório está previsto para ocorrer nesta terça-feira, das 8h às 14h, em São Paulo, em cerimônia restrita à família.
Nascida Laurinda de Jesus Cardoso Balleroni, em 13 de setembro de 1927, no bairro do Bixiga, em São Paulo, Laura Cardoso iniciou sua carreira artística ainda adolescente, no rádio. Aos 15 anos, começou a atuar em radionovelas e posteriormente tornou-se uma das pioneiras da televisão brasileira.
Sua estreia na televisão ocorreu na década de 1950, na TV Tupi. Ao longo de mais de 80 anos de carreira, Laura construiu uma das trajetórias mais extensas da história da dramaturgia nacional, com mais de 100 trabalhos entre televisão, teatro e cinema.
Entre seus personagens mais lembrados estão trabalhos em produções como Mulheres de Areia, A Viagem, Gabriela, Fera Radical e Chocolate com Pimenta. Na televisão, também integrou o elenco da TV Globo por décadas e teve como último papel em novela a personagem Dorotéia, em A Dona do Pedaço, em 2019.
Laura também se destacou no cinema e no teatro. Ao longo da carreira, recebeu importantes reconhecimentos e homenagens por sua contribuição à cultura brasileira.
Mesmo longe das grandes produções televisivas nos últimos anos, a atriz permaneceu ligada à profissão. Em 2025, aos 97 anos, protagonizou o curta-metragem Dona Rosinha, demonstrando a disposição que marcou sua relação com a arte até o fim da vida.
A morte de Laura Cardoso encerra uma trajetória que atravessou diferentes gerações e períodos da cultura brasileira. Considerada uma das grandes damas da dramaturgia nacional, a atriz deixa como legado personagens que permanecem na memória do público e uma carreira que se confunde com a própria história da televisão brasileira.