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Saiba quais facções latino-americanas os EUA classificam como terroristas

Léo Carvalho

Publicado em 29 de maio de 2026 às 13:15 | Atualizado há 2 meses

Com a inclusão do PCC e do Comando Vermelho, os Estados Unidos ampliaram a lista de facções latino-americanas | Foto: Brasil Paralelo
Com a inclusão do PCC e do Comando Vermelho, os Estados Unidos ampliaram a lista de facções latino-americanas | Foto: Brasil Paralelo

Os Estados Unidos classificaram o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. As facções se juntam a outros grupos criminosos latino-americanos que já estavam na mira do governo de Donald Trump.

A designação foi assinada pelo secretário de Estado Marco Rubio. Pela legislação norte-americana, a medida passa a valer em 5 de junho, após notificação oficial ao Congresso.

O governo brasileiro é contra a classificação do PCC e do CV como Organizações Terroristas Estrangeiras. O principal argumento é de que o rótulo pode abrir espaço para maior pressão e atuação sobre o Brasil, além de ampliar interpretações do direito internacional relacionadas à soberania e à segurança pública.

O Ministério da Justiça já afirmou que a mudança teria pouco efeito prático no combate ao crime organizado. Especialistas também avaliam que grupos terroristas costumam atuar por motivações políticas, ideológicas ou religiosas, enquanto facções como PCC e CV operam com foco em lucro e domínio territorial.

Na América Latina, há diversas organizações criminosas incluídas na lista de Foreign Terrorist Organizations (FTO), mantida pelo Departamento de Estado dos EUA. O documento informa a data de inclusão de cada grupo e sua localização.

O México é o país com mais registros, todos feitos em fevereiro de 2025. São seis organizações: Cartel de Sinaloa, Cartel Jalisco Nova Geração, Cartel do Golfo, Cartel Unidos, Nova Família Michoacana e Cartel do Nordeste.

O Haiti aparece com duas organizações: Viv Ansanm e Gran Grif, registradas em maio de 2025. No mesmo ano, também foram incluídos o Tren de Aragua e o Cartel de Los Soles, da Venezuela.

Do Equador, aparecem Los Choneros e Los Lobos, adicionados em setembro de 2025. Já a Mara Salvatrucha, de El Salvador, entrou na lista em fevereiro do mesmo ano. Os dois países têm governos alinhados ideologicamente a Trump e considerados por Washington como parceiros no combate ao crime organizado transnacional.

Antes do PCC e do CV, a facção latino-americana mais recente incluída no documento era o Clan del Golfo, da Colômbia, conhecido pela atuação no narcotráfico internacional. A organização foi registrada em dezembro de 2025.

Segundo o Departamento de Estado dos EUA, uma organização pode ser considerada ameaça por diferentes tipos de atividade. Entre as principais: atentados, sequestros, ataques armados, ameaças a governos e capacidade ou intenção de praticar terrorismo.


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