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Teste: Levamos o Ford Territory 2026 para a estrada e o SUV simplesmente surpreendeu  

Norton Luiz

Publicado em 3 de fevereiro de 2026 às 08:34 | Atualizado há 6 meses

Antes de seguir viagem de uma semana para Porto Seguro, a bordo do Ford Territory 2026, o  SUV chinês que a marca lançou no Brasil no final de 2020 já tinha meu respeito. Desde o primeiro momento em que o modelo desembarcou no País, seu estilo robusto e espaçoso, mas nem tão bonito naquele momento como na geração atual, eu já o enxergava com bons olhos.

Confesso que pegar estradas e rodar mais de 3.600 km com o novo Territory me deu garantias para bater o martelo no reconhecimento do SUV de tamanho médio como um veículo de qualidades incríveis.

Não é exagero enaltecer o que o Territory oferece de bom em termos de conforto, espaço interno e tecnologias de assistência à condução que não dormem no ponto, além do visual de tirar o fôlego da nova geração. De qualquer ângulo que você olha, seu design com linhas marcantes chama a atenção.

Literalmente, o Ford Territory, comercializado na versão única Titanium por R$ 215 mil – preço que considero abaixo do que ele realmente oferece -, é o SUV que cabe na garagem de todas as famílias, obviamente se estivesse ao alcance do bolso de todas.

Quando a Ford decidiu mudar o foco de atuação no mercado brasileiro, anunciando o encerramento da produção interna em janeiro de 2021 e partindo para a importação, em especial de picapes e SUVs, o desespero foi geral.

Os consumidores da marca “surtaram”. E agora? A indagação feita aos quatro cantos mostrava a descrença em torno do cenário de quem tinha um modelo Ford, principalmente os usuários do Ka e da EcopSport, os dois modelos carros-chefes em vendas quando a então fabricante lacrou as portas.

O resultado do anúncio repentino se mostrou bem diferente do quadro acenado inicialmente. A Ford agiu rápido e se moldou na nova realidade. Começou a trazer para o Brasil produtos bons, como o próprio Territory, importado da China.

A picape Ranger, produzida na Argentina, ganhou a nova geração e viu suas vendas alavancarem. Do México passou a importar a picape Maverick e o SUV Bronco, com seu estilo off-road arrojado.

No seu novo modelo de negócio, a Ford não olhou mais para modelos de entrada no Brasil, como tinha lá atrás o Ka e a EcoSport. Sua estratégia hoje é a importação voltada para produtos com preços acima de R$ 200 mil. Até agora a resposta do mercado está sendo altamente positiva para a marca, em especial nas vendas da nova geração da Ranger, acompanhada pelo Territory.

Deixando de lado o novo perfil operacional da Ford, é hora de falar de forma exclusiva do Terrtitory, SUV robusto, estiloso e tecnológico que fez os usuários terem poucas lembranças de modelos como o Focus e o Fusion, sedãs que se tornaram referência na marca em suas épocas.

Então, fomos para a estrada com o Territoy 2026, que chegou todo renovado e muito mais atualizado do que o primeiro modelo que estreou no Brasil em 2020 e melhor ainda do que a reestilização de 2023. O certo é que o novo Territory está mais alinhado ao modelo vendido em outros mercados.   

A Ford ousou nas mudanças que fez no Territory 2026. O segmento dos SUVs é bastante concorrido no Brasil e simples pinceladas no modelo não seriam suficientes para atender aos anseios dos consumidores. Praticamente a cada mês o mercado recebe uma novidade e os chineses se consolidam cada vez mais nas vendas dos seus players.

O novo Territoy passou por uma ampla renovação e entenda que não se trata de um modelo que carrega apenas beleza e robustez. É um SUV que faz a diferença em todos os sentidos. Nós tiramos dele o que tem de melhor durante a longa viagem de ida e volta entre Goiânia e Porto Seguro, na Bahia. A resposta foi simplesmente surpreendente, muito melhor do que a gente esperava.

Nas mudanças que o modelo atual apresenta, as mãos da Engenharia da Ford no Brasil tiveram participação importante, o que explica o que de bom foi feito. É literalmente um novo Territory, mais próximo dos SUVs que a Ford comercializa globalmente.

Design bonito tem peso na hora da compra. O Ford Territory 2026 tem beleza, mas vai mais além nas suas qualidades, como espaço interno, conforto, tecnologias e um conjunto propulsor de excelente desempenho, aliado à economia de combustível.

O Territoy 2026 traz nova dianteira. O conjunto ótico frontal ganhou estilo com formato em L, seguindo a tendência empregada em outros modelos da marca e traz uma harmonia perfeita com a nova grade preta.

 A frente do SUV chama bastante a atenção por sua beleza e modernidade. É, sem dúvida, o ponto mais bonito na parte externa do carro.  A traseira ganhou um novo desenho, mas bem mais discreto, assim como nas laterais.

A linha 2026 do modelo, vendido apenas na versão Titanium, conta também com novas rodas de liga leve aro 19” e maçanetas cromadas. Vale lembrar também que o SUV cresceu de tamanho na geração atual. Desta forma, o que já era bom ficou melhor.

 Realmente, o SUV é imenso por dentro, o que, para uma viagem longa como fizemos, cria um ambiente de conforto. O percurso de ida e volta entre Goiânia/Porto Seguro/Goiânia foi feito com quatro adultos a bordo e o porta-malas carregado. Ninguém reclamou de cansaço.

O Territory 2026 mede 4.630 mm de comprimento, 2.726 mm de entre-eixos, 1.936 mm de largura, 1.706 mm de altura e porta-malas de 448 litros. O SUV da Ford tem um acabamento interno de muito bom gosto e não deixa nada a desejar aos modelos do segmento onde atua. O material utilizado nas portas, console e painel é macio ao toque.

Os bancos ganham destaque no conforto, sendo os dianteiros elétricos e o do motorista ventilado. Eles são forrados em couro, com costuras laranja nas laterais e nos painéis de porta.

O Ford Territory traz um pacote de equipamentos com excelente recheio. Conta com painel digital e central multimídia integrados em uma única peça destacada, ambos com 12,3”, sistema de iluminação ambiente, câmera 360º, ar-condicionado digital de duas zonas com saídas para o banco traseiro, teto solar panorâmico, abertura e fechamento automatizado do porta-malas por botão e chave presencial com partida remota, dentre outros equipamentos.

O motor que equipa o Territory 2026 é o mesmo 1.5 Turbo EcoBoost, apenas a gasolina, da geração passada. Ele rende 169 cv de potência e 25,5 kgfm de torque. Seu desempenho apresenta comportamento de um SUV focado mais no conforto do que performance, o que o coloca no plano de SUV familiar. Seu irmão Bronco, por sua vez, tem outra pegada. Ele traz motorização 2.0 Turbo, a gasolina, com 253 cv e 38,7 kgfm de torque, focado mais em desempenho e capacidade off-road.

Além do motor, o câmbio automatizado de dupla embreagem, de sete velocidades, também foi mantido no atual modelo. Em algumas análises o conjunto é tido como um pouco lento, mas aí vai de um condutor para outro. Reconheço que o SUV não é uma máquina para andar, até porque tem ajuste mecânico para ser um SUV familiar.

Minha opinião é no sentido de que seu conjunto propulsor tem desempenho satisfatório. Apenas na saída é que exige um pouquinho a mais do acelerador. Um pouquinho mais de torque em baixa rotação talvez desse um tempero melhor, mas o conjunto foi calibrado para oferecer conforto e economia.

No consumo, o Territory 2026 mostrou que roda com boa economia na estrada. Mesmo pesado, o SUV andou na casa dos 12 km/l. Na cidade, fez 8,5 km/l, considerável por se tratar de um SUV de porte médio.

O que pesa contra o Territory é o fato de que não passou ainda pela eletrificação – o que acontecerá em breve -, enquanto o segmento oferece muitas opções híbridas e elétricas mais econômicas na mesma faixa de preço. Ainda assim, no meu caso, escolheria o Territory. 

A suspensão do Ford Territory é bem calibrada. Atua suavizando a imperfeições do piso, garantindo conforto aos ocupantes do veículo. Nada melhor do que uma viagem longa para conhecer a fundo um veículo. Foi assim com o SUV da Ford e até então tinha feito um passeio com tanto conforto e sem reclamar de cansaço no caso.

Em alguns trechos ao longo da viagem a estrada tinha apresentava pequenos buracos ou mesmo imperfeições de reparos no piso, mas nada incomodou. Dentro de Porto Seguro foi que perdemos um pneu por conta de uma pedra pontiaguda, substituição feita sem maiores dificuldades. De resta, a viagem foi perfeita a bordo do Territoy.

Quando estreou no Brasil, o Territory buscou espaço para mostrar sua identidade ainda desconhecida. Hoje, se tornou conhecido e respeitado pelas suas qualidades. Foi na segunda geração, apresentada em 2023, que o modelo passou a se firmar no mercado e ser visto com bons olhos pelos exigentes consumidores de SUVs no País.

Acredito que quando o modelo se tornar híbrido – já é vendido na Argentina – estará consolidado em vendas no Brasil.

Principais equipamentos do Ford Territory 2026

Tecnologia: Painel de instrumentos e central multimídia de 12,3″ integrados, carregador por indução, conexão sem fio (Android Auto/Apple CarPlay).

Segurança (ADAS): 6 airbags, frenagem autônoma de emergência, piloto automático adaptativo (ACC) com Stop & Go, alerta de ponto cego, assistente de permanência em faixa e câmeras 360°.

Conforto: Teto solar panorâmico, bancos com ajuste elétrico e ventilação, abertura elétrica do porta-malas, bancos em revestimento premium.

Conclusão

Definitivamente, o Ford Territory, agora em sua linha 2026, é um SUV que preenche os requisitos exigidos pelos consumidores. É bonito, confortável, espaçoso ao extremo e oferece um conjunto de tecnologias de ponta, além de oferecer uma motorização com boa resposta em desempenho e economia.

 Já havia testado o modelo desde que desembarcou no Brasil, mas foi na viagem à Bahia que conheci o SUV mais de perto e pude sentir o que ele tem de bom quando mais se espera de um carro. Mesmo que não seja híbrido ainda, o Territory é minha escolha entre os modelos disponíveis no mercado, a começar pelo preço, bem abaixo do que ele oferece de bom.

Ficha Técnica

Motor: Motor: 1.5L EcoBoost Turbo, gasolina, dianteiro, transversal, 4 cilindros, 16 válvulas, duplo comando com variador de fase na admissão e escape, injeção direta
Potência e torque:
169 cv a 5.500 rpm; 25,5 kgfm de 1.500 a 3.500 rpm
Transmissão:
câmbio automatizado de dupla embreagem (DCT) com 7 marchas
Tração:
dianteira
Suspensão
: McPherson na dianteira, multilink na traseira; rodas de 19″ com pneus 235/50 R19
Dimensões:
Comprimento (4.685 mm), Entre-eixos (2.726 mm), Largura (1.935 mm) e Altura (1.706 mm)
Peso:
1.635 kg em ordem de marcha
Tanque:
60 litros
Porta-malas:
448 litros
Aceleração:
0 a 60 km/h: 4,9 s; 0 a 80 km/h: 7,6 s; 0 a 100 km/h: 10,6 sMotor e Desempenho
0 a 100 km/h:
10,3 segundos
Velocidade Máxima:
180 km/h
Modos de Condução:
Normal, Eco, Sport e Trail.
Consumo (Oficial):
cidade: 8,8 km/l a 9,5 km/l e estrada: 11,2 km/l a 11,8 km/l
Consumo (teste):
12 km/l na estrada e 8,5 km/l na cidade


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