Economia

Dólar opera em leve alta com investidores focados em tarifas dos EUA

Heloysa Camilo - Estágio DM

Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 11:18 | Atualizado há 5 meses

Nova política tarifária dos EUA aumenta volatilidade e influencia contratos futuros na B3 | Foto: freepik
Nova política tarifária dos EUA aumenta volatilidade e influencia contratos futuros na B3 | Foto: freepik

O dólar opera em alta nesta segunda-feira (23), refletindo a cautela dos investidores diante das novas medidas tarifárias anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Por volta das 10h15, a moeda avançava 0,15%, cotada a R$ 5,1838. Já o Ibovespa registrava leve recuo de 0,02%, aos 190.493 pontos, após ter superado os 190 mil pontos pela primeira vez na sexta-feira (20).

O mercado reage à decisão da Suprema Corte dos EUA, que invalidou o chamado “tarifaço” imposto por Trump por entender que o presidente extrapolou sua autoridade ao criar tarifas sem autorização do Congresso. Por 6 votos a 3, os ministros decidiram que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) não permite a imposição unilateral de tarifas amplas.

Em resposta, Trump anunciou que pretende adotar medidas alternativas e elevou a alíquota global de importação de 10% para 15%, com início previsto para terça-feira (24). A nova taxa atinge praticamente todos os parceiros comerciais dos EUA, com exceções para alguns produtos específicos. Para o Brasil, especialistas apontam que a sobretaxa de 15% se soma às tarifas já existentes, mantendo elevada a carga sobre itens como aço e alumínio.

Moeda americana avança cerca de 0,16% no início do pregão desta segunda-feira (23) | Foto: Valor Pro

Na sexta-feira, após a decisão da Corte, o dólar caiu 0,98%, encerrando a R$ 5,1758, menor nível desde maio de 2024, enquanto o Ibovespa avançou 1,06%, fechando acima dos 190 mil pontos.

No cenário doméstico, o boletim Focus do Banco Central mostrou nova redução na previsão de inflação para 2026, de 3,95% para 3,91%, no sétimo corte consecutivo. A estimativa para a taxa básica de juros no fim de 2026 também caiu, de 12,25% para 12,13% ao ano. Para o PIB de 2026, a projeção subiu levemente para 1,82%.

No exterior, os mercados operam sob incerteza. Em Wall Street, os índices futuros registravam queda antes da abertura, enquanto bolsas europeias também apresentavam leve recuo. Na Ásia, parte dos mercados esteve fechada por feriados, mas o índice Hang Seng, de Hong Kong, avançou 2,5%. (Folhapress)


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