Economia

Exportação de carne bovina cresce 20,9% e atinge maior volume da série histórica em 2025

Léo Carvalho

Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 09:02 | Atualizado há 6 meses

Carne bovina brasileira embarcada para exportação: setor alcançou recorde histórico de volume e receita em 2025 | Foto: Acrissul
Carne bovina brasileira embarcada para exportação: setor alcançou recorde histórico de volume e receita em 2025 | Foto: Acrissul

As exportações brasileiras de carne bovina registraram crescimento de 20,9% em 2025 e alcançaram o maior volume já contabilizado pelo setor. De acordo com dados consolidados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o país embarcou aproximadamente 3,5 milhões de toneladas ao longo do ano, superando o resultado de 2024 e estabelecendo novo recorde histórico.

A receita cambial acompanhou o avanço do volume exportado e totalizou cerca de US$ 18,03 bilhões, alta de 40,1% na comparação anual. O desempenho reflete, principalmente, o aumento do preço médio da tonelada exportada e a manutenção da demanda internacional pela proteína brasileira.

A carne bovina in natura respondeu pela maior parcela das vendas externas, com aproximadamente 3,09 milhões de toneladas embarcadas, crescimento de 21,4% em relação ao ano anterior. Esse segmento gerou receita estimada em US$ 16,61 bilhões, concentrando a maior parte do faturamento do setor. Também foram exportados produtos industrializados, miúdos, tripas, gorduras e carnes salgadas, ampliando o portfólio brasileiro no mercado internacional.

Maior parceiro comercial do Brasil

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira em 2025, absorvendo cerca de 48% do volume total exportado, o equivalente a aproximadamente 1,68 milhão de toneladas. Em valor, as vendas para o mercado chinês alcançaram cerca de US$ 8,9 bilhões. Outros mercados relevantes incluíram Estados Unidos, Chile, União Europeia, Rússia e México, reforçando a diversificação dos destinos.

Segundo a Abiec, o resultado foi obtido mesmo em um cenário de ajustes comerciais e de desafios logísticos em alguns mercados, o que reforça a competitividade do produto brasileiro. A entidade avalia que a combinação entre oferta regular, habilitações sanitárias e presença consolidada em mercados estratégicos sustentou o desempenho ao longo do ano.

Para 2026, a expectativa do setor é de manutenção das exportações em patamar elevado, com possibilidade de ampliação do acesso a novos mercados, como Japão, Coreia do Sul e Turquia, além do aprofundamento das relações comerciais já estabelecidas.


Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia