Entretenimento

Doc renova material audiovisual disponível sobre Elvis Presley; veja o trailer

Redação

Publicado em 25 de fevereiro de 2026 às 21:07 | Atualizado há 3 meses

“Rei do Rock” se mantém pop na era do streaming - Foto: Divulgação
“Rei do Rock” se mantém pop na era do streaming - Foto: Divulgação

Marcus Vinícius Beck

Como um vírus, Elvis Presley (1935-1977) infecta multidões. Você o escuta de longe, toma cuidado e, de repente, manifesta os primeiros sintomas: que barítono, que superação, que carreira. E depois, já em preocupante estado, profere: que carisma. Aí, amigo, não tem volta.

É uma doença. Talvez, por isso, justifiquem-se filmes e livros lançados sobre o rei do rock de tempos em tempos. Como de costume, a indústria cultural confere-lhe espaço maior do que o destinado a Little Richard, Chuck Berry e Ike Turner — para ficar só nesses três músicos.

A nova produção acerca do astro estreia nesta quinta (27/2). Dirigido por Baz Luhrmann, o longa “EPiC: Elvis Presley in Concert” aposta na linguagem documental e de filme-concerto.

Há, dizem, imagens restauradas e material inédito. Foram recuperadas, afirmam, gravações de áudio nas quais o artista comenta a própria trajetória. Segundo Luhrmann, o material apareceu durante as gravações de “Elvis” (2022), que contou com oito indicações ao Oscar.

Em certa altura de “EPiC”, o som ecoa “Assim Falou Zaratustra”, poema sinfônico criado por Richard Strauss no século 19, inspirado em obra alegórica e metafórica do filósofo Friedrich Nietzsche. A música era frequente durante as apresentações de Elvis.

Nesse instante, girando o anel nos dedos e marcando o ritmo antes de subir ao palco, o cantor estava de volta. Entre o fim dos anos 1960 e o início dos 70, retornava aos palcos e, com isso, mostrava-se capaz de enfeitiçar seus fãs — como se ouve nos discos “Elvis as Recorded at Madison Square Garden” (1972) e “Aloha from Hawaii Via Satellite” (1973).

Arquivo

Aqui está o trunfo de “EPiC”: por anos, falou-se que imagens desses períodos estavam perdidas. Luhrmann, no entanto, investigou enquanto pesquisava o material dos docs “Elvis: That’s the Way It Is” (1970) e “Elvis On Tour” (1972). Achou então 68 caixas de negativos em 35 mm e 8 mm armazenadas pela Warner Bros. em minas de sal nos EUA.

Tudo certo: esse é um método eficiente para preservação fílmica de longo prazo. Ao que tudo indica, sem ele o diretor não encontraria shows completos, bastidores, entrevistas e muito menos os registros da apresentação de 1957 no Havaí, marcada pelo paletó dourado.

Para Luhrmann, “EPiC” não deve ser encarado apenas como doc ou concerto filmado. Há, diz, um esforço para renovar o material audiovisual disponível sobre o artista, que se revela popular na era do algoritmo — possui mais de 23 milhões de ouvintes mensais no Spotify.


Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia