Irã registra 555 mortos após ataques de EUA e Israel, segundo Crescente Vermelho
Léo Carvalho
Publicado em 2 de março de 2026 às 08:23 | Atualizado há 5 meses
Fumaça é vista após bombardeio em Minab, no sul do Irã, em meio à escalada do conflito envolvendo Estados Unidos e Israel | Foto: Reuters
Segundo o Crescente Vermelho iraniano, ao menos 555 pessoas morreram no país em decorrência dos ataques dos Estados Unidos e de Israel iniciados no sábado (28). A entidade afirma que 131 cidades foram atingidas.
Um dos episódios mais letais ocorreu em Minab, no sul do país. De acordo com o regime iraniano, 153 pessoas morreram após um bombardeio a uma escola feminina. As versões divergem. Um porta-voz das Forças Armadas de Israel declarou não ter conhecimento de operação na área.
A BBC verificou vídeos que mostram fumaça saindo de um prédio enquanto multidões se aglomeravam nas proximidades e gritavam. O número de mortos, porém, não pôde ser confirmado de forma independente.
Em entrevista à Fox News, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que 48 integrantes do regime foram mortos. Não há confirmação oficial desse número. No domingo, a mídia estatal iraniana informou que a cúpula militar do país morreu durante uma reunião presencial.

Entre os mortos estão o chefe da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, o conselheiro de Defesa Ali Shamkhani, o ministro Aziz Nasirzadeh e o chefe do Estado-Maior, Abdolrahim Mousavi, além de outros oficiais.
Nesta segunda-feira (2), o governo da China anunciou a morte de um cidadão chinês no Irã e informou que evacuou outros 3.000 nacionais nos últimos dias.
A entrada do Hezbollah ampliou o alcance do conflito. Israel manteve ataques ao Líbano, reforçou a fronteira norte e declarou que pretende eliminar o líder do grupo libanês.
Os confrontos se intensificaram em diferentes frentes. Houve novos bombardeios ao Irã. O Kuwait foi alvo de ataques atribuídos a Teerã. Uma refinaria na Arábia Saudita foi fechada após incêndio provocado por ataque. Um drone iraniano atingiu uma base britânica no Mediterrâneo.
O presidente Donald Trump e o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmaram que a ofensiva tem como objetivo a derrubada do regime em Teerã. Segundo eles, as negociações para impedir o desenvolvimento de arma nuclear pelo Irã não avançaram.
