OMS confirma 11 casos de hantavírus ligados a cruzeiro e descarta pandemia
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 12 de maio de 2026 às 14:44 | Atualizado há 2 meses
Doença rara, o hantavírus pode ser contraído a partir do contato com roedores contaminados | Foto: Reprodução
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou nesta terça-feira (12) a ocorrência de 11 casos de hantavírus em diferentes países, todos associados a um surto identificado entre passageiros de um cruzeiro internacional. Apesar da repercussão do episódio, a entidade afirmou que não há, neste momento, risco de pandemia.
Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, três pessoas morreram em decorrência da infecção. Durante coletiva de imprensa, ele informou que, até agora, foram registrados 11 casos, incluindo os três óbitos.
Casos estão ligados a cruzeiro internacional
O surto foi relacionado ao navio de expedição MV Hondius, que transportava passageiros de diversas nacionalidades. De acordo com a OMS, nove casos foram confirmados como infecção pelo vírus Andes, uma variante do hantavírus encontrada na América do Sul. Outros dois pacientes seguem como casos prováveis.
Entre os países que notificaram infecções em passageiros que estiveram a bordo da embarcação estão Países Baixos, Reino Unido, Espanha, Alemanha, Suíça, França e Estados Unidos.
O hantavírus é uma doença rara transmitida principalmente pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados. Até o momento, sete pacientes de seis nacionalidades permanecem sob acompanhamento médico como casos confirmados, além de um caso adicional classificado como provável.
OMS mantém monitoramento e descarta pandemia
Autoridades sanitárias de diferentes países intensificaram o rastreamento e o monitoramento dos passageiros do cruzeiro. Na França, a ministra da Saúde, Stéphanie Rist, convocou especialistas para detalhar as medidas adotadas para vigilância e acompanhamento dos casos.
Após o desembarque de todos os passageiros nas Ilhas Canárias, o MV Hondius deixou o arquipélago e segue viagem para os Países Baixos, onde deve atracar nos próximos dias.
Apesar do alerta internacional, a OMS avalia que o risco de disseminação em larga escala é baixo. Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, não há evidências, neste momento, de que o surto represente uma ameaça pandêmica. A organização informou que continuará acompanhando a situação, mas ressaltou que os casos estão sendo monitorados de forma controlada pelas autoridades de saúde.