Internacional

Trump diz que decidirá com Netanyahu quando guerra contra Irã vai terminar

Léo Carvalho

Publicado em 9 de março de 2026 às 12:27 | Atualizado há 4 meses

Donald Trump afirmou que decisão sobre o fim da guerra será tomada em conjunto com Benjamin Netanyahu | Foto: Getty Images
Donald Trump afirmou que decisão sobre o fim da guerra será tomada em conjunto com Benjamin Netanyahu | Foto: Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ao jornal The Times of Israel que pretende decidir junto com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, quando a guerra contra o Irã vai terminar.

Em entrevista por telefone ao veículo, Trump disse que o encerramento do conflito será definido após conversas com o premiê israelense. “Eu acho que é mútuo, um pouco. A gente tem conversado. Eu vou tomar uma decisão na hora certa, mas tudo vai ser levado em conta”, afirmou.

O presidente norte-americano indicou, porém, que a decisão final caberá à Casa Branca. Questionado se Israel poderia manter a ofensiva mesmo após Washington interromper ataques, Trump respondeu que não acredita que isso seja necessário.

Justificativa de Trump para guerra

Trump também voltou a justificar a operação militar ao afirmar que o Irã representava uma ameaça direta a Israel. Segundo ele, Teerã pretendia atacar o país e seus aliados na região.

O republicano evitou estabelecer um prazo para o fim da guerra, mas mencionou que mantém conversas com Netanyahu sobre o andamento do conflito. Na sexta-feira, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que o governo norte-americano esperava que a campanha militar durasse entre quatro e seis semanas.

Trump concedeu a entrevista pouco depois de a mídia estatal iraniana anunciar a escolha do próximo líder supremo do país. Questionado sobre o tema, ele respondeu apenas que aguardaria os desdobramentos.

Na mesma conversa com o jornal, Trump voltou a cobrar que o presidente de Israel, Isaac Herzog, conceda perdão a Netanyahu. O primeiro-ministro responde a um processo por acusações de suborno, fraude e quebra de confiança.

Crítica de Trump

Trump afirmou que prefere que o aliado concentre esforços na guerra. “Bibi Netanyahu deveria receber esse perdão imediatamente. Eu acho que ele deveria estar focado na guerra, não em um perdão ridículo”, declarou.

O gabinete de Herzog respondeu que a decisão sobre eventual perdão cabe ao presidente e destacou a soberania israelense no processo. Em nota, a presidência afirmou que Herzog respeita a contribuição de Trump para a segurança de Israel e informou que o pedido está em análise no Ministério da Justiça, conforme determina a legislação.

Autoridades iranianas têm afirmado que pretendem manter ações de retaliação e responsabilizar Trump pela morte do aiatolá Ali Khamenei. Em 7 de março, Ali Larijani, chefe do Conselho de Segurança Nacional do Irã, disse em pronunciamento na televisão estatal que o país não pretende cessar os ataques e que os Estados Unidos devem pagar um preço.

A escalada também tem incluído relatos de ataques e interceptações no Golfo. No mesmo dia, explosões foram registradas no Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos, além de relatos de drones sobre o Kuwait e a Arábia Saudita.


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