Trump reúne gabinete em meio à escalada militar e impasse por acordo no Oriente Médio
Heloysa Camilo - Estágio DM
Publicado em 27 de maio de 2026 às 09:18 | Atualizado há 2 meses
Trump convocou ministros e principais aliados para discutir a escalada da crise no Oriente Médio | Foto: Reprodução
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convocou uma reunião de gabinete para esta quarta-feira (27) em meio ao agravamento da crise no Oriente Médio e às negociações ainda indefinidas por um possível acordo de cessar-fogo.
Inicialmente, o encontro aconteceria em Camp David, tradicional retiro presidencial em Maryland, mas acabou transferido para a Casa Branca devido à previsão de mau tempo. A mudança foi anunciada pelo próprio Trump na rede social Truth Social.
A reunião acontece em um momento delicado para o governo americano. Enquanto diplomatas tentam construir um memorando de entendimento para encerrar a guerra, divergências envolvendo o programa nuclear iraniano e as sanções impostas pelos EUA continuam dificultando o avanço das negociações.
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que ainda serão necessários alguns dias para que as partes consigam superar os impasses. Segundo ele, até detalhes mínimos de redação seguem travando o acordo.

Ao mesmo tempo, os confrontos na região continuam se intensificando. O Irã acusou os Estados Unidos de desrespeitarem o cessar-fogo após ataques contra embarcações, mísseis e lançadores iranianos. Já os militares americanos alegaram que as ações tiveram caráter defensivo.
Israel também ampliou as ofensivas no sul do Líbano e intensificou as operações terrestres na região, elevando ainda mais a tensão internacional.
Nos bastidores, a Casa Branca sofre pressão política para apresentar uma solução rápida para o conflito, especialmente diante da proximidade das eleições legislativas americanas. A expectativa é de que, caso um primeiro acordo seja fechado e o Estreito de Ormuz seja reaberto, os negociadores tenham cerca de 60 dias para discutir temas mais complexos ligados ao programa nuclear do Irã.
Esta será a décima reunião ministerial do atual mandato de Trump. Desde o último encontro, realizado em março, integrantes importantes do governo deixaram seus cargos, incluindo Pam Bondi, Kristi Noem e Lori Chavez-DeRemer. A diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, também deve deixar o governo nas próximas semanas.
Camp David, que sediaria originalmente a reunião, é utilizado como retiro presidencial desde o governo Franklin Roosevelt. Apesar da tradição histórica do local, Trump já afirmou anteriormente que considera a residência “rústica demais” para longas estadias.