Kátia Maria: “PT tem diálogo com o PMDB”
Redação DM
Publicado em 12 de maio de 2017 às 02:38 | Atualizado há 9 anos
A nova presidente do PT de Goiás, Kátia Maria Santos, admitiu aliança do seu partido com o PMDB, visando a sucessão estadual de 2018, desde que haja convergência em torno de uma eventual candidatura de Lula à presidência da República.
Apesar do cenário nacional mostrar uma realidade oposta, Kátia Maria diz que não existem animosidades entre PMDB e PT em Goiás. “Nós temos bom diálogo com o PMDB, o que não quer dizer que existam acordos entre os dois partidos. Na próxima eleição, um possível acordo vai depender muito de com quem o PMDB estará em 2018. Quem quiser estar conosco em Goiás tem que estar com Lula em 2018 e quem estiver com o Caiado aqui também não estará conosco”, disse, em entrevista à rádio 730/AM.
Segundo a nova presidente, durante seu mandato, o PT goiano estará focado na candidatura do ex-presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva à presidência. “Eles, a elite, vão tentar impedir a candidatura de Lula porque sabem que só assim para evitar que o Lula ganhe, as pesquisas mostram isso. Todas as pesquisas colocam o Lula na frente dos outros candidatos. Se o Lula não for o candidato pode ter certeza que o nome que o Lula defender será o presidente”.
Filiada desde 2003 e membro da Executiva estadual desde 2007, Kátia Maria foi eleita a primeira mulher presidente estadual do PT em Goiás, com aproximadamente 95% dos votos, de um total de 250 delegados que participaram do VI Congresso Estadual do Partido dos Trabalhadores de Goiás.
O Partido dos Trabalhadores em Goiás tem 7.300 filiados que participaram da eleição para a tiragem de delegados para o Congresso, que, por sua vez, elegeram Kátia Maria, para substituir Ceser Donisete na presidência estadual da legenda.
Pleito Unificado
O presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM), desengavetou no dia 4 de maio uma proposta de 2003 que propõe alterações na Constituição em relação ao sistema eleitoral e ao financiamento de campanhas. O texto propõe originalmente o fim das eleições de dois em dois anos. Pelo chamado ‘pleito único’, os brasileiros votariam para todos os cargos do legislativo e do executivo simultâneamente, de quatro em quatro anos.
Além disso, a proposta apresentada há 14 anos prevê que deputados federais e estaduais, prefeitos, vereadores, governadores e presidente da República tenham mandato de cinco anos, com exceção de senadores, que teriam mandato de dez anos caso a proposta fosse aprovada. A presidente do PT-GO, Kátia Maria, avaliou os prós e contras do pleito único. “Pode ser que a mudança gere economia, mas ao mesmo tempo, quando você coloca uma eleição municipal junto com uma eleição nacional, a eleição nacional sobressai e você acaba não debatendo temas relevantes para o município”, pontua.