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Servidor da CGU é indiciado por agressão e afastado do cargo após ataque a ex-namorada e criança no DF

Léo Carvalho

Publicado em 26 de dezembro de 2025 às 13:32 | Atualizado há 7 meses

Autos do processo mostram que David Cosac Júnior já havia batido na criança de 4 anos durante viagem do casal ao Nordeste | Foto: Reprodução
Autos do processo mostram que David Cosac Júnior já havia batido na criança de 4 anos durante viagem do casal ao Nordeste | Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal indiciou o servidor público federal David Cosac Júnior, de 49 anos, por agressão contra a ex-namorada e o filho dela, uma criança de quatro anos. O caso ocorreu em Águas Claras, no Distrito Federal. Analista de sistemas da Controladoria-Geral da União (CGU), ele teve o afastamento das funções oficializado no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (26).

Após indiciamento pela Polícia Civil, servidor da CGU é afastado oficialmente do cargo | Imagem: Reprodução

De acordo com a investigação, a mulher relatou ter sido agredida física e verbalmente dentro de um apartamento. Durante a tentativa de intervir e separar os adultos, o filho da vítima também teria sido atacado. O indiciamento foi feito com base na Lei Maria da Penha, que trata de casos de violência doméstica e familiar.

Manifestação de Lula

O episódio ganhou repercussão nacional após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestar publicamente sobre o caso. Em publicação na rede social X, nesta quinta-feira (25), o presidente classificou as agressões como inadmissíveis e determinou ao controlador-geral da União, Vinícius Marques de Carvalho, a instauração imediata de processo administrativo disciplinar para apuração dos fatos e eventual exclusão do servidor do serviço público.

Imagem: Reprodução/Rede social

A Controladoria-Geral da União confirmou o afastamento preventivo de David Cosac Júnior e afirmou, em nota, que repudia qualquer forma de violência. O órgão informou ainda que está colaborando com as investigações policiais e que adotará todas as medidas cabíveis no âmbito administrativo.

O inquérito foi concluído pela Polícia Civil e encaminhado ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, que deve analisar o caso e decidir sobre o oferecimento de denúncia à Justiça. Até o momento, não há confirmação de prisão do investigado.


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