Milei diz que governo brasileiro financiou campanha voltada contra a Argentina
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 27 de julho de 2026 às 16:49 | Atualizado há 1 hora
Javier Milei fez novas acusações contra o governo brasileiro durante entrevista à rádio argentina Mitre | Foto: Reprodução
As declarações do presidente da Argentina, Javier Milei, voltaram a aumentar o desgaste nas relações entre Brasil e Argentina. Em entrevista concedida no último domingo (26) à rádio argentina Mitre, o mandatário afirmou, sem apresentar provas, que o governo brasileiro teria financiado uma campanha contra seu país.
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Durante a entrevista, Milei afirmou que cerca de 25% dos recursos destinados à suposta campanha teriam origem no Brasil. Na avaliação do presidente argentino, grupos alinhados ao campo progressista estariam tentando impedir que as políticas de seu governo sejam bem-sucedidas e reconhecidas internacionalmente.
Ao comentar o assunto, o mandatário também citou o México e o Partido Democrata norte-americano como participantes do que classificou como uma campanha contra seu país. Apesar das acusações, Milei não apresentou documentos ou evidências que sustentassem as declarações.
O presidente argentino ainda aproveitou a entrevista para comentar o cenário político interno e afirmou acreditar que será alvo de novas acusações durante o período eleitoral. Segundo ele, adversários devem intensificar críticas à sua gestão nos próximos meses com o objetivo de influenciar o eleitorado.
Declarações ocorrem após visita ao Brasil
As falas foram feitas um dia depois da passagem de Javier Milei pelo Brasil. No último sábado (25), o presidente argentino participou do evento que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
Durante o discurso, Milei fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e voltou a atacar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O argentino chamou o magistrado de “lixo careca” após ser impedido de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar em razão da condenação por tentativa de golpe de Estado.
A repercussão das declarações levou o governo brasileiro a reagir. Neste domingo (26), o Itamaraty convocou o embaixador do Brasil na Argentina, Júlio Bitelli, para prestar esclarecimentos sobre o atual cenário das relações entre os dois países após os episódios envolvendo o presidente argentino.